[Adhemar - São Paulo, 31/05/2006]
Impressões pessoais e a sutileza que entremeia diferentes expressões destas artes: a arquitetura da poesia e a poesia da arquitetura! Vida. (Imagem: Perspectiva do Labirinto - Foto: Adh2bs)
domingo, 31 de maio de 2009
COSMO
[Adhemar - São Paulo, 31/05/2006]
domingo, 17 de maio de 2009
SENTIDOS
Foi numa santa sexta-feira,
uma emoção que ainda espanta,
um sopro no coração
- centro do corpo.
Ainda tenta sentir dentro
o sentimento que sustenta
a idéia tonta - e o movimento -
angustiosa espera...
Uma virtude curiosa,
palavra perdida - atitude -
dissipada, arrependida,
repentina e ultrapassada.
Nem confete nem serpentina;
a história se repete
na sequência da glória
sem amor e sem ciência.
Segue relatando a dor
do amor ressucitando
qual o Filho do Criador
no meio da fé e do brilho.
E o espírito, quem é?
É o poeta? É o infinito?
É uma tampa secreta,
aberta numa sexta-feira santa.
[Adhemar - São Paulo, 10/04/2009]
(uma sexta-feira santa)
sábado, 16 de maio de 2009
Aparecendo...
Catado o instrumento de escrever,
desenhar,
a mão sobe certeira:
três balançadas no ar,
desce e apóia no papel;
a tradução vai começar.
Um esboço ainda que embaçado
está se formando no espaço;
vibra na mão balançando,
ocupa seu lugar sem embaraço
aparecendo no papel
como se fosse seu lar.
A mão parece uma antena,
um silencioso radar.
Capta o que vai no universo,
no cosmo e mais além
fazendo o recado viver,
fazendo a mensagem pulsar.
Ao final da intempestiva transmissão
se aquietam instrumento e condutor.
O assunto estampado em letras,
desenhos ou signos então
fazem figura e se apartam do autor.
Anônima, segue silente para outra aventura
essa corajosa mão.
[Adhemar - Santo André, 25/08/2008]
terça-feira, 12 de maio de 2009
RETORNO
De repente, estou aqui.
As velhas coisas conhecidas
parecem que estão rindo de mim.
Um fio d'água escorrendo no rosto
e as coisas ainda rindo,
ou parecem assim.
Se sou tão estranho
nesse mesmo aqui de antes
devo concluir que estou nascendo de novo.
A cada coisa nova que nos acontece
há todo um modo novo de ser.
Ainda não sei quem sou;
apenas um ilustre conhecido
que esteve por aqui e passou.
Na palavra mística de um movimento novo,
uma fuga preciosa de corais e flores.
De repente, estou aqui.
Querendo não estar,
mas não conseguindo sair.
[Adhemar - São Paulo, 31/07/1987]
Revival
Ah! Como a vida é cíclica! E a história sempre repete. De repente, estou aqui...
Adhemar, 12/05/2009.