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sábado, 16 de maio de 2009

Aparecendo...

Catado o instrumento de escrever,
desenhar,
a mão sobe certeira:
três balançadas no ar,
desce e apóia no papel;
a tradução vai começar.

Um esboço ainda que embaçado
está se formando no espaço;
vibra na mão balançando,
ocupa seu lugar sem embaraço
aparecendo no papel
como se fosse seu lar.

A mão parece uma antena,
um silencioso radar.
Capta o que vai no universo,
no cosmo e mais além
fazendo o recado viver,
fazendo a mensagem pulsar.

Ao final da intempestiva transmissão
se aquietam instrumento e condutor.
O assunto estampado em letras,
desenhos ou signos então
fazem figura e se apartam do autor.
Anônima, segue silente para outra aventura
essa corajosa mão.

[Adhemar - Santo André, 25/08/2008]

2 comentários:

finityster disse...

Adhemar,
Jorge e Adir agradecem seus comentários nos blogs.
Esteja sempre presente, porque suas poesias e seus ditos são muito especiais e se vc some desagrada aos seus seguidores, mesmo que esse não seja o objetivo. Diariamente vemos seu blog e nos deliciamos com seus escritos.
Parabéns!
Adir e Jorge

Adh2bs disse...

Comentário por TATIANA REZENDE — domingo, 17 de maio de 2009 (20:33:12)
Segura na mão de Deus e vai!!!!