domingo, 17 de maio de 2009

SENTIDOS

Foi numa santa sexta-feira,
uma emoção que ainda espanta,
um sopro no coração
- centro do corpo.

Ainda tenta sentir dentro
o sentimento que sustenta
a idéia tonta - e o movimento -
angustiosa espera...

Uma virtude curiosa,
palavra perdida - atitude -
dissipada, arrependida,
repentina e ultrapassada.

Nem confete nem serpentina;
a história se repete
na sequência da glória
sem amor e sem ciência.

Segue relatando a dor
do amor ressucitando
qual o Filho do Criador
no meio da fé e do brilho.

E o espírito, quem é?
É o poeta? É o infinito?
É uma tampa secreta,
aberta numa sexta-feira santa.

[Adhemar - São Paulo, 10/04/2009]
(uma sexta-feira santa)

3 comentários:

finityster disse...

Profunda poesia. Esse dia costuma mexer no âmago.
Gostei!
Parabéns!
Adir (http://queroquevoceleia.blogspot.com/

busquesantidade disse...

Segue relatando a dor do amor ressuscitando... Do Amor ressuscitado. Sabe Adhemar, gosto sempre de ver Jesus assim: O Amor que ressucitou por amor a voce e a mim. Lindo de viver isto, não? Nossa família agradece pelo dom de sua vida, pois se eu fico bem, todos partilham desta alegria. Abraço. Lourdes Dias.

Adh2bs disse...

Comentários na postagem original:

Comentário por Manhosa — sábado, 23 de maio de 2009 (19:10:47)
Querido Amigo do Coração
Li… reli… as controvertidas sensações deste poema… são só tuas e dela… nada escrito nas entrelinhas… risos…
Mas…
Tudo é amor…
Bjs.

Comentário por Daisy — sábado, 30 de maio de 2009 (10:38:47)
Querido amigo, andamos meio “devagar” nestes tempos. Por aqui talvez a inspiração tenha dado trégua. Mas, por aí, ainda anda forte. Espero que esteja bem.
Abraço.