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domingo, 14 de junho de 2009

ASAS CORTADAS

De repente me dou conta:
cada vez mais afastado do sonho
eu me nego, eu me entrego e eu me estranho
numa vasta estrada que desponta.

De repente me dou conta:
como o rei da fábula estou nu,
por toda pressa dessa vida estou cru
no beco sem por onde nem saída encontra...

De repente me dou conta:
apostas encerradas, fico fora.
O que será que acho agora
nessa louca vida tonta?

De repente, uma afronta:
realidade e sonho apartados,
nós do mundo, mais que alienados
numa vida que já não é da nossa conta!

[Adhemar - São Paulo, 04/10/2008]

4 comentários:

Gabriela Domiciano disse...

resolveu mudar para o blogger!!

É triste, muito triste, perceber e realidade e sonhos apartados!!
=/

Magnólia-menina disse...

òtimo texto!
Gostei muito do teu blog já o estou seguindo :)
um abraço...

Gregor Samsa disse...

"Não há vôo com asas cerradas ou sangue por veias abertas.
Neste meio sufoca-se com prazer entre cores e ruídos, dia após dia.
E o gozo que goza, golpeia, voa e sangra...
antes que os dedos se esfolem,
procura um trago que seja no copo de qualquer fonte que não lhe deixe soterrar."
" O èbrio e a coragem"
Gregor

Adh2bs disse...

Comentário por Nina — domingo, 14 de junho de 2009 (21:33:13)
hahah (quibe gigante)
Como sempre, encontro seu blog com ótimos poemas (:
Todos escritos por você?
Parabéns,
beijos!

Comentário por Manhosa — terça-feira, 16 de junho de 2009 (11:31:53)
Querido Amigo do Coração
No corre corre da sobrevivência… no atropelo do ter que ser… mesmo não sendo… no rugir do leão… escondem-se nossos sonhos… risos… mas… logo ali na curva da estrada da vida… conseguimos ver melhor o todo… respiramos fundo… e voltam os sonhos… renasce o poeta…
Bjs.

Comentário por TATIANA REZENDE — quinta-feira, 18 de junho de 2009 (13:19:09)
Já reparou que a afronta sempre vem quando a gente se dá conta?
Beijo,
Tati.

Comentário por Isoldinha — quinta-feira, 18 de junho de 2009 (16:03:32)
Oi, Belo Poema! Muito Belo! Daqueles que vem de dentro!!
Parabéns!!
beijão