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domingo, 28 de junho de 2009

DESENTORTAR

De uma folha morta
a terra se alimenta;
e sempre foi assim,
pouca gente nota.
De uma linha torta
a gente se endireita
mesmo que no fim
bata à própria porta.

De uma ferramenta
a idéia se constrói.
E sempre foi assim,
muita gente aumenta.
De uma linha certa
acha-se onde dói
mesmo que no fim
não seja doença.

De uma folha branca,
de uma ferramenta,
um verso se constrói.
Mesmo que o poeta
em sua presença
não se queixa nem lamenta,
não saiba se aguenta
nem perceba aonde dói!

[Adhemar - Santo André, 10/01/2007]

Um comentário:

Malaguetta disse...

texto perfeito.
vou voltar mais vezes :D