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quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUDANÇA RELATIVA

Quase fechei o livro
quase fechei os olhos
quase abandonei idéias
quase passei batido...

Quantos soluços contidos
quanta ignorância perdoada
quanta água passada
quantos desejos tortos...

Um "script" perdido
um papel desempenhado
desempenho improvisado
uma vida de imprevistos...

Quanto talento guardado
quase fechei o livro
um perdido encontrado
e o discurso de improviso...

Quantas previsões descartadas
quantos erros nas provas
quantas notas erradas
quantos caminhos mortos...

Um desespero em tocaia
uma entrada fechada
quase um convite aceitável
uma saída encontrada...

Quantos recuos em fuga
quase uma retirada
uma batalha perdida
e a guerra está encerrada...

Que o horizonte é amigo
quase noite enluarada
quantas estrelas no céu
qual um cometa atrasado...

Eclipse, areia, maré
a sedução esperada
quase uma via fechada
enquanto caminha a pé...

Um ponto de interrogação?
Quase uma frase assim.
Reticências... Exclamação!
Uma vírgula, um ponto e fim.

[Adhemar - Santo André, 28/03/2007]

2 comentários:

Magnólia-menina disse...

"Quantas previsões descartadas
quantos erros nas provas
quantas notas erradas
quantos caminhos mortos..."

Lindissimo esse teu texto ... Puxa muito bom mesmo,texto com palavras tocantes! Parabéns...

Um abraço..

Adh2bs disse...

Comentário por caurosa — quinta-feira, 9 de julho de 2009 (16:37:20)
Olá meu cara amigo poeta Adhemar, quanta qualidade em seus poemas, quantas oportunidades maravilhosas você nos permite para profundas reflexões sobre a vida, sobre as coisas, enfim sobre “tudo”.obrigado e parabéns.
Muita paz, harmonia e mais inspiração
Forte abraço
Caurosa