sábado, 26 de setembro de 2009

BENÇÃO

O ar frio,
a poesia,
a madrugada.

Chuva na janela,
visita da poesia,
temática desgastada.

Desgraçada.
Lançada ao vento,
ao mar,
às pedras,
despedaçada.

Palavras sem música,
ar frio,
e a estrutura do cais
balançada.

Palavras vãs,
senis, sem sentido,
solidão de alma pelada.

Atravessando a manhã,
tarde sonolenta,
noite despertada.

Perdendo o beijo da brisa,
a reza da missa
e a dor resguardada.

Sussurros,
segredos,
motins.
E a noite calada.

[Adhemar - São Paulo, 30/07/2000]

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