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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Deslizamento

De ilusão me alimento,
e cuspo vento;
de ilusão eu me invento,
além do conhecimento.

De ilusão eu me transformo,
e retorno;
de ilusão eu me iludo,
fico mudo de padecimento.

De ilusão eu vou vivendo,
ilusão realizada,
chamo de vida,
subo a escada.

Na ilusão eu mergulho,
afogo o orgulho
e dou risada.

Comentário no blog "a morte de Gregor Samsa", post "anotações sobre metafísica (26/08/09)".
http://amortedegregorsamsa.blogspot.com
[Adhemar - São Paulo, 09/09/2009]

2 comentários:

Magnólia-menina disse...

Olá :)
Concordo com o que escrevestes em meu texto...Sim Magnólia com o tempo vai começar a descobrir o amor...E sim muitas angústias ela irá vivenciar!

Bom é isso... tenha um belo final de semana! Um grande abraço.

p.s.: Lindo este teu texto. A ilusão tambem sempre me ilude e fico muda de padecimento isso é fato.

Gregor Samsa disse...

O velho acaricia a barba rala, num desfrute cotidiano ao despertar com o mar. O cheiro salgado parece embriagar de vida, enquanto ilusões pequenas e fúteis desvairecem com o arder do sol, em um corpo pálido que vai virando moreno.
Compartilha liberdade. Sente o efeito que os longos braços imprimem ao suave toque na areia, como se fosse a sua pele que estivesse sendo beijada, num embaraço desconcertado. Sente-se acompanhado da grandeza e não mais amedronta-se com pequenas tolices, abandonado em seu barraco, como lhe era comum aos dias de misantrópica reclusa. O velho, diante do mar, está em suas águas sem ao menos se molhar. Ignora por completo o tamanho da costa, quando em sua busca por simplicidade, caminha por horas em toda a extensão ensolarada.
"O velho e o mar" primavera 2008
Gregor