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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

LABIRINTO

Mas que caminho é este que não reconheço?
Onde estou indo? E por quê?
Eu mesmo respondo: "se não sabes
não há mais ninguém que possa dizê-lo à você".

E assim têm sido os dias,
seguidas dúvidas e uma procura infinita.
Se uma não voltou ainda,
a outra já definiu, não fica.

Vou voar mais alto,
respirar além da estratosfera.
Se na carência de oxigênio líquido
ou na distância a percorrer inteira.

Hoje acho que sei o que sei;
mas minhas chances se foram quando eu não sabia.
Descrente do que descobri,
desperto e sem sabedoria...

Na chuva caminho pensando
no que este molhar significa.
Molhado e num rumo sem sentido
procurando saldar a velha dívida.

Arrastarei minha carcaça pelos campos,
pelos cantos e pelos encantos do resto da vida.
Se chegar a algum lugar
terei a chance de gritar de alegria uma vez ainda.

Acrobata, palhaço ou mágico
armarei meu circo onde for recebido.
Me sentirei bem pago e agradecido
se a desconhecida me der um sorriso.

Onde quer que estejas, desconhecida,
te encontrarei e resgatarei esse sorriso.
Ainda que ande pela vida toda.
Ainda que chore por tê-la perdida...

[Adhemar - São Paulo, 07/09/1988]

09-09-09

Hoje, a mãe da então desconhecida faz 70 anos. Em plena forma, D. Sogra é uma daquelas pessoas dedicadas e cuja grandeza não se mede em palavras... Ainda trabalha, adora os filhos e idolatra os netos. Se um dia, por qualquer motivo eu brigar sério com minha esposa, vou encerrar a discussão dizendo dramaticamente: "eu vou pra casa da sua mãe!".

Adhemar, 09/09/2009.

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