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sábado, 5 de setembro de 2009

PERDIDO

Emaranhado numa estranha confusão
já não sabe se encontrado ou se perdido.
Não marcou seu caminho pelo chão
nem com migalhas, nem com longo fio comprido.

Não quebrou pontas de galhos
nem riscou à faca troncos.
Não marcou referências ou atalhos
nem se muniu de mapas prontos.

Embarafustou-se num estranho labirinto,
nenhuma bússola nem abertura para o sol;
nem marcos, nem balizas, nenhum sinal distinto
nem armas, nem provisões, nem cantil, nem embornal.

Tão embaraçado, tão atrapalhado e confuso...
Um cansaço e um desânimo deplorável.
Catatônico e tão fora de fuso
e metido num "imbroglio" miserável.

E os sentidos alertando: "saia dessa seu palhaço!"
E o desencontro continua, vai girando.
E o cabra-cega dando à esmo cada passo
e no seu rumo cada vez mais entortando.

E a consciência animando: "vai poeta!"
"Vai por caminhos nunca dantes navegados".
O sujeito abre os olhos e se compenetra
da missão a seguir, rumos sagrados.

"Esses rumos acharás", diz a razão,
"se escutares tua voz e tua alma".
"Vais achar teus caminhos, tua calma
se escutares o teu próprio coração..."

[Adhemar - São Paulo, 28/04/2006]

2 comentários:

Malaguetta disse...

as vezes vc precisa se perder,pra descobrir aonde quer chegar =D

Adh2bs disse...

Comentário por Tatiana — domingo, 6 de setembro de 2009 (09:29:22)
Às vezes tudo o que se quer é não deixar nem miolinhos de pão…