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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

BRICOLAGEM

Num pedaço do espaço
a tampa da estampa
compõe um compasso.

Da palha, palhaço,
da roça, carroça,
do osso, caroço!

Na espera do espelho,
a jóia, o joelho
e o mesmo mormaço.

Do chá, a chaleira,
em cada cadeira
um amor-tecedor!

Da teia à cadeia
que prende e aprende
na rede ao redor.

E o sol é somente
aquele aquecedor...

Os pés, as pessoas,
o bem e as boas,
a paz - pasmaceira...

Inquieta quietude,
ato - atitude -
na doença e na dor.

Por fim, finalmente,
a letra, a palavra,
o tempo do tema
num terno poema,
eterno, de amor.

[Adhemar - São Paulo, 11/07/2009]

3 comentários:

busquesantidade disse...

Um amor-tecedor. Um amor que tece? Ou um amor que tece a morte? Ou a vida?... Ou amortece a dor? Amortecedor coisa de mecanico. Rsrsrs... O amor e esta palavra podem ser definidos de várias formas. Prefiro o amor que tece, visto pelos olhos de alguém que lida com máquinas. Daí o tal amortecedor. Paradoxo! Abraço. Lourdes Dias

busquesantidade disse...

Pensei que voce trabalhasse com aviões, daí achar que voce falou sobre amortecedor por este motivo, por ser sua profissão. Errei... Arquitetura! Bem também meche muito com contruir algo. Abraço fraterno. Lourdes Dias.

Adh2bs disse...

Comentário por Selma Barcellos — segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 (22:15:44)
Querido, gostei tanto que… passa lá.
Beijocas, poeta!