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domingo, 17 de janeiro de 2010

ESPIRAL

A horas tantas
carregar o espasmo,
a liga da receita,
a massa e o entusiasmo.

Ah! horas tontas,
onde andar na procissão
é carregar o andor,
a cruz e o pão.

Demoras longas,
caminhar na ponte,
o parque, o lago;
e a sorte a espreitar de longe.

Destino fato,
como a vivência acerta!
Romântica, incurável
e praticante com a mente aberta.

Dizeres prontos
comunicados de maneira estranha.
A mente torta,
pensamentos retos com malícia e manha.

E guerras sanhas,
fortes poderes natos,
guerreiros breves e solenes
acinzentando os gatos...

Em terras santas,
a comboiar seu gado,
pastoreando almas em filas indianas,
todas de um só lado.

E a horas tantas
retornar do espanto,
tourear a calma,
entoar seu canto...

[Adhemar - São Caetano do Sul / Santo André, 19/05/2005]

3 comentários:

busquesantidade disse...

Coisas sem o menor sentido, é o título de meu escrito, dá uma olhadinha. Parece que temos algo em comum. Coisas desconexas ou desconectadas. Mas quem sabe um dia entenderemos isto e seremos entendidos. Abraço fraterno. Lourdes Dias

Lumenamena disse...

Ler teus poemas é como que respirar. Lê-se os cheiros, as expressões, as artes, as cores, as pessoas, as palavras.
Quando leio as tuas palavras levo para essa leitura o mundo, as cores, os sentimentos, as sensações que me cercam.

Um Grande Abraço,
Lumena

Adh2bs disse...

Comentário por Selma Barcellos — segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 (16:07:02)
“E a horas tantas
retornar do espanto,
tourear a calma,
entoar seu canto…”
Redondinho! Métrica e o que vimos fazendo faz tempo: acordar do espanto, recobrar a calma. Há que.
Beijocas e beijocas.