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sábado, 2 de janeiro de 2010

Extravagância refrescante

Eis-me aqui,
me apresentando e me expondo
eu me confundo;
vencendo uma timidez
tão sem sentido...

Eis-me aqui.
Vencido mas nunca me entregando
mesmo que não seja
e mesmo que não veja
o que não vi.

Eis-me aqui,
reclamando, conclamando
e declamando
palavras aleatórias
dos versos que perdi.

Eis-me aqui
mais uma vez me procurando
numa ausência,
num vazio,
num fraquejo...

Enquanto isso,
a vida vai passando
e eu, altivo,
inderrotável,
sempre aqui.

Eis-me aqui
tal como sou,
com sol, com chuva,
como Neruda,
confesso que vivi.

Eis-me aqui.
Libertando uns versos
e fazendo diferenças
que ‘inda não percebi:
esparsos restos...

Nem criminoso, nem confesso;
nem perverso, nem vilão;
nem perfeito, nem bufão.
Apenas um ser vivente,
diferente e... Igual!

[Adhemar – São Paulo, 11/07/2009]

2 comentários:

Edson Carmo disse...

Amigo Adh2bs,

"Eis-me aqui" é tudo que precisamos aprender para nos depararmos com a realidade...

Que 2010 seja mais um degrau na nossa volta ao paraíso, a Fonte, a inocência, o mais perfeito amor, alegria e paz.

Um grande abraço do seu amigo,

Edson Carmo

Angélica Lins disse...

Belíssimo!
Passei para agradecer sua visita e lhe desejar um ano iluminado e cheio de poesia.
Gostei muito do seu espaço e certamente estarei por aqui.
Um abraço!