Pesquisar este blog

quinta-feira, 25 de março de 2010

Intervalo


"Arquitetura & poesia" devia dar um tempo. Arquitetura porque está parada, estagnada há mais de um ano já. Poucos projetos apresentados entre tantos interessantes que poderiam ser mostrados aqui... E um ano de distância que faz as brumas das referências ficarem mais espessas. Uma ou outra tábua de salvação na forma de um estudo - obra nova - ou projeto de reforma funcionando "como aquele remédio pra nascer cabelo: não nascia mas dava brilho" (*).

A poesia anda amarga, quando não pessimista, doentia e precária. Já não faz companhia, só se lamenta ou atrapalha. Não consola, não diz nada, não é mais sentimental nem panfletária; excessivamente contraditória, chata mesmo. O que tem aparecido aqui tem sido muito escolhido...

"Arquitetura & poesia" deveria dar um tempo; e talvez dê, em abril, logo após fazer dois anos.

(*) Frase retirada de uma crônica do escritor Fernando Sabino.

[Adhemar - São Paulo, 31/01/2010]

Recreio!

Pois é, este blog fez dois anos mesmo ontem (Arquitetura e poesia: literatório do terra). Superou algumas expectativas que eu tinha, sobre se só mamãe leria. Houve quem achasse que merecia símbolos de reconhecimento - selos - e os ofereceu! Em dado momento, me assanhei, não deixava passar nenhum dia sem alguma baboseira postada. De certa forma, me fez escrever mais, tem coisa à beça garatujada por aqui, a maior parte imprestável, podem acreditar... Acabei me tornando mais exigente comigo - esqueci que isto aqui é lugar de descontração, encontro e troca de idéias! Daí essa colocação meio ou muito niilista (estava louco para usar essa palavra!). Enfim, vou aproveitar que estarei ausente por uns dias, em abril - não sei se terei tempo ou possibilidade de acesso à internet - e os deixarei a contemplar o espaço, propositalmente renovado para mais simples do que já era, em branco como um papel a esperar o registro de novas idéias. E crônicas de viagem - por que não? Afinal foi assim que eu comecei esta aventura de escrever: quando redigia os "diários" das viagens que fazíamos com nossos pais desde pequenos.

Adhemar, 25/03/2010.

4 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Pô, mas eu mal entrei você já está saindo. Claro que tens os seus motivos. Saúde e sucesso sempre.
Um abraço

LUmeNA disse...

Faça um desafio a si próprio!

A Arquitectura, como uma nova entrada, e exponha seus projectos.
Muito interessante!

Abraços,
LUmeNA

rogerio franco disse...

Aqui em Portugal, nas televisões em canal aberto, dão 10 minutos de filme e 30 minutos de intervalo para publicidade. Deveriam dizer o contrário: 30 minutos de publicidade e 10 minutos de intervalo para o filme.
Nossa vida, por vezes também parece assim. Andamos um tampo a fazer coisas e depois, saturados de as fazer, ou encravados em algum problema lamacento, dizemos que vamos fazer um intervalo. Na verdade, penso que também devíamos dizer bastante ao contrário. É nesses "intervalos" que reflectimos, fazemos "viagens" pela nossa mente, planeamos, sonhamos com aquele projecto impraticável. Esboçamos a nossa vida! É nesses tempos de reflecção que verdadeiramente estamos a viver. É esse o tempo! Pelos intervalos vamos fazendo coisas, umas que nos agradam, outras que agradam aos outros.

Boa sorte

Adh2bs disse...

Importado do outro blog:

Comentário por Selma Barcellos — terça-feira, 30 de março de 2010 (23:53:54)
Pois escreva, amigo. A leitora nº 1 da nova fase já se inscreveu.
Beijocas!!!!!!!!!