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sábado, 27 de março de 2010

PASSAPORTE


O passaporte é um simpático documento que dá um trabalho danado pra tirar. É uma espécie de livrinho. Tem uma foto gigante da gente na primeira folha, com o nome, a assinatura na outra e um monte delas em branco pra irem carimbando os cantos do mundo aonde a gente se meter. Deve ser por causa desses registros que acho tão bacana o passaporte.

Não tenho andado muito ultimamente - como deveras gostaria - nem pelo Brasil, que dirá pelo mundo! No entanto, estou cheio de "passaportes"; livrinhos, cadernos ou cadernetas, folhas soltas em pastas e outros tipos de papéis avulsos que contém registros datados e assinados não só de onde eu estava, mas como do que eu estava pensando! Está quase tudo guardado numa espécie de mala; cheia, pesada, parece que tem um pedaço do mundo. Um pedaço do mundo saído deste bestunto, modesto cabedal de um imaginário infantil, por certo romântico, mas muito sincero.

Não sei se com essa bagagem posso ir a qualquer lugar, ou só pro inferno, mas enfim são os meus "documentos de viagem"...

[Adhemar - São Paulo, 08/03/2010]

2 comentários:

C@urosa disse...

Olá meu nobre amigo poeta Adhemar, ainda bem que a poesia permite viagens fantásticas, sem passaporte, por todo o universo da sensibilidade e da criatividade humana...maravilhoso.


Paz e harmonia em suas viagens fantásticas,

forte abraço

C@urosa

Adh2bs disse...

Do outro blog:

Comentário por Selma Barcellos — terça-feira, 30 de março de 2010 (23:44:38)
Ameeeeei!!! Sabe o que me lembrou? O carrinho de rolimã que com o que eu rodava o mundo sem sair do quintal. Levava documentos também!
A gente é muito feliz, Adhemar!
Beijocas!

Comentário por Selma Barcellos — terça-feira, 30 de março de 2010 (23:49:19)
Gente, o que é “que com o que eu”? Socorro! O carrinho de rolimã com que eu rodava…
Beijocas!

Comentário por adhbrgsz — quarta-feira, 31 de março de 2010 (17:07:16)
“Lapsus tempore”.