terça-feira, 16 de março de 2010

QUEBRA-CABEÇA


Há sempre um ponto,
há sempre um canto,
há sempre um verso
quase pronto,
quase um pranto.

No infinito do universo
tanto espaço, tanto espanto.
Já seria por si um grande avanço
um mergulho, um orgulho,
um balanço.

No interior de um peito amplo,
um ôco fundo, arraigado,
preenchido mas nem tanto
que não se possa ver a transparência
de um embriagado meio tonto.

Há sempre o incerto,
há sempre um ato complacente,
indecente.
Há sempre um perto
mesmo longe das mãos da gente.

No infinito do pensamento,
sonolento e desperto,
tanto amor e tanta dor
a espera de aproximar - decerto -
outra peça pra encaixar, justapor...

[Adhemar - São Paulo, 08/12/2009]

Um comentário:

Adh2bs disse...

COMENTÁRIOS FEITOS NO OUTRO BLOG (terra):

Comentário por Cacá (José Cláudio) — quarta-feira, 17 de março de 2010 (10:03:34)
Encantador, meu amigo, Mas bem desvendado o quebra cabeças. Os versos aliviam as dificuldades na resolução, pois são lindos. Abraços. Paz e bem.

Comentário por Selma Barcellos — quarta-feira, 17 de março de 2010 (19:35:24)
“Há sempre um perto
mesmo longe das mãos da gente.”
Deve-se à poesia…
Beijocas, poeta!

Comentário por Tatiana — sábado, 20 de março de 2010 (21:34:45)
E há sempre um poeta por aí…
Beijos,
Tati.