segunda-feira, 3 de maio de 2010

FLUÊNCIA


Os misteriosos desígnios da providência me trouxeram aonde estou agora. A gente pensa que é dono de si, do próprio destino, mas a gente só pode controlar os próprios dedos em torno desta caneta vermelha, que escreve azul o que estamos sentindo. A nossa sorte, traçada nesse enigmático mapa dos nossos caminhos, é que faz do poeta um cronista da experiência cotidiana de seu ir e vir. De repente os pensamentos sequestram sua própria essência na feliz intenção dos objetivos, de ser a vida mais do que um dom, de ser a vida uma espécie de contrato onde nos cabe a melhor parte.

Ou é isso mesmo ou é só um delírio da altura num ponto distante, onde o nada e o tudo estão confundidos...

[Adhemar - Algum lugar sobre o Atlântico, 09/04/2010]

Metrô de Madrid (foto: Stella Maris)
Metrô de Madrid (foto: Stella Maris)

Metrô de Madrid (foto: Stella maris)
Metrô de Madrid (foto: Stella Maris)

Um comentário:

Adh2bs disse...

Comentário por Selma Barcellos — terça-feira, 4 de maio de 2010 (21:57:33)
Tão bom ler sobre amigos (assim os considero) em momentos tão reflexivos quanto felizes… A gente fotografa também.
Beijocas.