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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Parodiando Balzac


O homem de quarenta anos é um ser estabilizado, com as emoções mais comportadas; embora possa despertar ou resgatar sonhos passados, paixões da adolescência, idéias de independência, processos educacionais (?). Os princípios do seu caráter já estão solidamente intertravados - para o bem ou para o mal - representando sua consciência nas suas ações diretas ou circunstanciais.

O homem de quarenta anos tem plena ciência de sua meia-idade. Sabe perfeitamente que chegou ao ápice do seu desenvolvimento orgânico e que não há nada a fazer além da manutenção periódica (já nem preventiva pode-se dizer que seja): oftalmologista, cardiologista, clínico geral e, para alguns, implante de cabelo!

O homem de quarenta anos já não tem ilusões econômicas ou financeiras. Se estiver rico, permanecerá; do contrário, pouco poderá melhorar. Miséria ou bancarrota? Só se for muito burro ou azarado, numa inesperada reviravolta da situação!

No plano cultural, o homem de quarenta anos tem mais alternativas. Pode estar satisfeito - ou conformado - com o que sabe e conhece. Pode continuar curioso e alimentar seu cérebro com informações nas áreas de interesse - que podem ser muitas ou limitadas - conforme a personalidade do sujeito.

Enfim, o homem de quarenta anos não chega a ser uma esfinge embora também não seja um produto pronto e acabado. O homem de quarenta anos - por incrível que possa parecer - é um ser humano; e seria interessante comunicar isso às mulheres...!

[Adhemar - São Bernardo do Campo, 31/03/2005]

Quarentões

Desenterrei este texto a propósito da conclusão da leitura do livro "A Vida do Bebê - 2a. Parte - De 40 Para Frente" do meu amigo José Cláudio Adão - o Cacá. No livro ele retrata com humor e seriedade essa faixa da vida dos seres humanos, relatando as alegrias e mazelas que ocorrem com a gente. Recomendo o livro e o blog do autor (http://uaimundo.blogspot.com), sempre uma delícia de leitura das crônicas inteligentes escritas num português impecável. Passem por lá.

Adhemar - São Paulo, 09/07/2010.

Um comentário:

Cacá disse...

Adhemar, o homem de quarenta anos também aprende a reconhecer mais e melhor os amigos. Obrigado, meu grande! Olhe, eu venho aqui no seu blog todos os dias que há atualização. Nesse dia, por que será que não vim? Deve ter sido daqueles descuidos imperdoáveis (será que eles começam também a afetar a memória depois dos 40 anos?) Obrigado, Obrigado, Obrigado! Um grande abraço. Paz e bem.