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sábado, 3 de julho de 2010

Pois é então


Quando é que uma decisão muda a vida da gente? Quando é que um vulcão de emoções, ativo desde muito tempo, resolve entrar em erupção e muda a vida da gente? De repente uma solidão, a criança em terra estrangeira de idiomas e de sensações fica órfã e desamparada, desesperada de aflição. De repente, uma enorme nuvem de fumaça e poeira encobre as máscaras, as pessoas se revelam fracas... De repente, grandes reflexões sobre a fragilidade do homem frente a natureza; tudo o que fomos capazes de construir a partir da terra, das pedras e da madeira sobreviveu ao tempo. E o que de engenho, tecnologia e presunção produzimos no último e curto espaço de tempo não é capaz de voar entre os rolos da fumaça espessa de um simples vulcão da terra do gelo. A natureza responde às nossas agressões não como vingança, mas como senhora de todo este vasto mundo. E séculos de civilização e cultura não serviram para amadurecer a criança...

[Adhemar - Veneza, 18/04/2010]

Canal típico de Veneza (foto: SM)
Canal típico de Veneza (foto: SM)
Piazza San Marco - Veneza (foto: SM)
Piazza San Marco - Veneza (foto: SM)

2 comentários:

LUmeNA disse...

Olá Adhemar!

Uma "cara" nova! Gostei! :)

Leio um texto poético, cheio de emoções e recordações que mudam mesmo uma vida.

Amigo tenho uma surpresa para ti no meu espaço. Dá lá uma olhada!

Grata,
Lumena

Adh2bs disse...

Comentário por Selma Barcellos — domingo, 4 de julho de 2010 (19:26:52)
Doeu a última frase, a constatação… Quando é que tomaremos juízo?
Beijocas!