Pesquisar este blog

terça-feira, 2 de novembro de 2010

EQUILIBRISTA

Na síntese do resumo da sinopse:
Um ponto.
Na tosse, hum-hum, pigarro.
No ponto alto, no topo,
no posto onde se vislumbra;
vigia.
Na vida, na via, no ponto.
Onde se aguarda a condução.
Na vanguarda.
Na guarda da retaguarda.
Na hora tão cheia de minutos.
Na última fração de segundo
do átimo do instante.
Na proximidade do distante.
No perto, no peito,
no modo sem jeito,
malfeito.
Na segunda das horas.
No segmento.
No sentimento inconstante.
No vento insistente
do tempo presente,
no verbo.
No ar e na mente.
Na prisão de ventre.
Dentro do convento,
fora da regra,
na casca do tempo.
Na profundeza da ausência.
Na misericordiosa clemência.
Na dúvida elucidativa.
Na chama da bamba
da corda da vida.

[Adhemar - São Paulo, 05/07/2010]

6 comentários:

Rob Novak disse...

Viver é equilibrar-se no improvável.

Gostei do poema.

Abraço.

C@urosa disse...

Olá meu caro amigo Adhemar, somos eternos equilibrista nesse mundão de meu Deus, e vida que segue! Sempre belos e reflexivos seus poemas. Paz e harmonia em seus dias e mais inspiração.

forte abraço

C@urosa

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Adhemar
Em todos os aspectos, em todo o tempo, vivemos a vida com todas suas contradições.
Abração

Rodrigo Passos disse...

gostei do ritmo de suas rimas, lindo poema!

M. Sueli Gallacci disse...

Vou plagiar o Rodrigo aí em cima. O que eu mais gosto nos seus poemas é o ritmo, alem da inteligente colocação das palavras, naturalmente.

Equilibrar-se é se manter no eixo. No bom português, é não deixar a peteca cair... Coisa difícil de fazer hoje em dia, né, amigo. E se entendi bem, foi isso que vc quis dizer com esse belo poema.

Parabéns! Um gde abraço.

Adh2bs disse...

Comentário por josé cláudio - Cacá — terça-feira, 2 de novembro de 2010 (15:28:42)
Um aanalogia pra lá de bem equilibrada e com um olhar que não escapou um milimetro da corda . Parabéns! Abraços. Paz e bem.