Se eu fosse me despedir
não choraria.
Não mentiria e não iria enganar.
Se eu fosse me despedir
não diria nenhuma poesia
e não prometeria voltar.
Se eu fosse me despedir
não seria a distância
e nem um frio dispensar.
Se eu fosse me despedir
a voz não iria embargar.
Os olhos não iam fugir
e as mãos, sem se inquietar.
Se eu fosse me despedir
num cadáver não ia pisar
e tampouco o passado lamentaria.
Se eu fosse me despedir
não iria agradecer
nem iria cobrar.
Se eu fosse me despedir
não ira ser sem olhar nos olhos.
Se eu fosse me despedir
sem acenos nem cenas
diria somente:
- Adeus.
[Adhemar - São Paulo, 14/05/1987]
Diria somente adeus
Pois é, repetindo o que digo sempre, todos os anos à meia-noite do dia 31 de dezembro, despedindo-me do ano que passou. Em geral com poucos arrependimentos e muitos agradecimentos, os tradicionais planos do que fazer não só no ano que se inicia mas também, daqui pra frente. Passando a limpo a agenda. Tomando decisões inesperadas. Enfim, como todo o mundo, vivendo.
Forte abraço, ótima passagem de ano a todos!
Adhemar, 31/12/2010.