sábado, 25 de dezembro de 2010

PARAGEM NEGRA

Numa noite solitária e fria
um verso escorre da cabeça.
O poeta só, sem companhia,
acha que pensa.

Nessa noite fria e solitária
escorre um verso aflitivo.
De forma cruel e arbitrária,
mais que definitivo.

Nessa fria e solitária noite
morre um verso em afogado grito.
Lamurioso, embasbacado e triste
num clamor aflito.

Noite fria e solitária numa...
Versão macabra, verso agonizante
cujo grito mudo se esvai na bruma
enquanto verte sangue...

Fria noite, solitária nessa
palavra última, murmurado verso
rouco de paixão e cheio de promessa,
procissão e universo!

[Adhemar - São Paulo, 26/06/2008]

Um comentário:

Edson Carmo disse...

Lendo sua poesia lembrei-me da noite fria e escura da alma.

Minha prece é para que você - meu amigo - tenha a vida toda, creia de amor, alegria e paz.

Grato por sua amizade!

Boas Festas!

Edson Carmo