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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Poente

Não é à toa que o olhar se perde no horizonte.
A noite nascendo do dia descendo atrás da linha.
A água ondulada onde um rio-mar se deita
e não à toa o olhar perdido se deleita...

Não é à toa que a gente anda à esmo em cada rua.
A cidade se abrindo, te sorrindo e acolhendo.
Poucos mistérios - se desvenda a cada esquina -
e se escondendo, languidamente, na cortina...

Não é à toa que o sol nasce e ilumina
essa água benfazeja em cada fonte.
A cidade se entrega pura e nua
e num enlace de amor ela se deita.

Não é à toa que a cidade nos abraça.
Cada recanto, monumento, cada praça.
Ela nos conta - calada - a sua história,
chora saudades, ri seus feitos pra quem a olha...

Não é à toa que o olhar se perde em sua fronte...

[Adhemar - Montevideo, 06/01/2011]

Puerta de la Ciudadela, Mvd (foto: Adh2)
























Rambla 25 de Mayo, Edif. do Governo - Ciudad Vieja, Mvd (foto: SM)



















Rambla Grã Bretaña, Mvd (foto: SM)

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Não é à toa que os pássaros cantam ao amanhecer.
Belas fotos.
Grande abraço

Adh2bs disse...

Importado do blog do Terra:

Comentário por josé cláudio - Cacá — segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 (14:48:42)
Você é mesmo dos meus, Adhemar. A contemplação é a única faculdade que nos permite essa captação da linguagem etérea dos lugares e das coisas. Muito bom. Meu abraço. Paz e bem.