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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Uma versão de adeus

I

O tempo entrefechado,
o chão está molhado;
são as lágrimas do dia.
Traje cinza, despedida,
adiada enquanto se podia.

O ar está zangado,
o horizonte, emburrado.
É a cara da contrariedade
pelo adeus meio forçado
da saída da cidade.

O abraço meio frouxo,
os olhos estão roxos;
é por causa de chorar.
já que o adeus é obrigatório,
mesmo tristes, toca andar.

O vento é como um suspiro,
a chuva é como um retiro;
a partida é uma etapa a encarar.
De repente, esta despedida
seja apenas um "até já..."

II

Sempre andar para frente
atenta e altivamente
mas, olhando pra trás - de vez em quando.
Dar aquele passo adiante
mas, se despedindo, agradecendo.

Quem passou em nosso caminho,
propositalmente direitinho,
enviados pela obra desse acaso chamado Deus,
mercendo nosso respeito, nossa gratidão
e nossa promessa de retorno...

Sempre andar para frente
com um orgulhoso presente,
com um orgulhoso passado
na bagagem do coração:
obrigado y muchas gracias, Montevideo - Uruguay.

[Adhemar - Montevideo, 08/01/2011]


Placa do Estádio Centenário, Mvd (foto: ML)


































Estádio Centenário, Mvd, vista interna (foto: AJ)































Teatro Solis, Montevideo (foto: SM)
































Teatro Solis, Montevideo (foto: SM)

2 comentários:

M. Sueli Gallacci disse...

Adhemar! Amigo!

Obrigada pelo comentário e pelas palavras de conforto. Não podes imaginar o quanto fico feliz quando, em meio a tantos infortúnios, abro minha caixa de emails e me deparo com palavras doces como as suas!

O imenso carinho que tenho recebido dos amigos muito me comove. De fato tem feito toda a diferença nesses dias conturbados.

Em nome de toda minha família receba meu carinho e minha gratidão!

Um beijo enorme no seu coração.
Sueli Gallacci

Adh2bs disse...

Do outro blog:

Comentário por josé cláudio - Cacá — segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011 (05:42:59)
Quando se fecha assim com chave de ouro uma visita tão agradecida, as portas estarão sempre abertas. Que bonito isso, meu amigo! Boa viagem. Paz e bem.

Comentário por Selma Barcellos — terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 (16:18:59)
Olhar para trás é o que nos faz contar nossa história, não?
Beijocas saudosas do amigo.

Comentário por Laiz Mara — quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 (16:28:00)
belo escrito…
” a saudade é um trem de metrô, subterrâneo, obscuro, escuro, claro é um trem de metrô… a saudade é prego, parafuso… quando mais aperta, quanto mais dificil arrancar…”

Comentário por josé cláudio - Cacá — segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 (17:21:32)
Olá, Adhemar, voltei para agradecer . OBRIGADO pelo seu carinho e solidairiedade indispensáveis. Meu irmão deve deixar esta semana o hospital em franca recuperação. O rim que ficou esta competente na função de dois. Agora é encarar uma quimioterapia para ver se o mal é extirpado de vez. Um abraço carinhoso, ótima semana. Paz e bem.

Comentário por Manhosa — sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 (17:29:54)
Saudades…
Os meses de verão são mais atarefados para mim… mas… vale… risos…
Mesmo assim sempre venho espiar… mesmo não deixando recadinhos…
Te blog continua lindo… uma história de vida… bem compartilhada… bem vivida… abençoada com felicidades…
Bjs.