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sexta-feira, 8 de abril de 2011

PRIMEIRO VERSO

Que atire o primeiro verso
aquele que não tiver amado;
de tão distante ou perto,
em rimas derramado
num choro perverso
de saudade e passado.

Que atire a primeira rima
o poeta desesperado;
à morte que vem de cima,
amor por quem tem chorado;
escrevendo ainda num clima
de saudade e passado.

Que atire a primeira folha
àquele que não tenha amado.
E mostre as mãos em bolha
de ser, já, tão calejado,
que não tenha mais escolha
entre saudade e passado.

Que atire a primeira palavra
o poeta inocente
dos versos de sua lavra;
do amor que deveras sente
e que o inspira e destrava,
passado e saudades entre...

E vieram assim, sem rascunho,
versos aleatórios,
feitos de próprio punho.
Uns garranchos inglórios
dando seu testemunho,
saudade e passado acessórios...

[Adhemar – São Paulo, 21/03/2011]

2 comentários:

C@urosa disse...

Olá meu bom amigo poeta Adhemar, o meu primeiro amor marcou bem fundo na vida... já o primeiro verso marcou bem fundo na alma...

Paz, harmonia e mais inspiração,

forte abraço do amigo leitor,

c@aurosa

Edson Carmo disse...

Tem surpresa para você no meu blog – um selo de reconhecimento. Passa lá e pegue-o.

Edson Carmo