Tenho por hábito não me deixar entusiasmar por nada nem aplaudir antecipadamente sem saber se vale. Inclusive, tento desmistificar aquilo que é por demais badalado. Mas isso foi só até chegar em Paris. O impacto da cidade nas minhas retinas, depois o caminhar pelas suas ruas de perspectivas singulares me fizeram repensar se Paris não é, realmente, única no mundo. E, ao exclamar "Paris c'est unique" - uma besteira que francês nenhum entendeu - tive que exclamar de novo: "Paris é a mais bela cidade do mundo"; e aí o francês concordou.
Não há vista de nenhuma rua que não seja bonita; e as pontes sobre o rio Sena, então! A formidável Torre Eiffel, diante da qual, entre admirado e apequenado, não tive coragem de subir. Bem, estas foram só as impressões do primeiro dia, os tornozelos doendo por ter percorrido todas as alas do Louvre sem no entanto sequer ter fixado os olhos em 3 ou 4% de suas obras. Daí o riso maroto da Gioconda...
Paris é realmente especial e acolhe, democraticamente, os curiosos e fãs do mundo todo em suas ruas acolhedoras e o seu jeito parisiense de ser. Algo que é preciso ser visto para se entender.
Rio Sena, Notre Dame ao fundo (foto: Adh2bs)
Rio Sena (foto: Adh2bs)