sexta-feira, 20 de maio de 2011

SUTILEZAS

O jeito de andar,
o jeito de olhar,
mãos postas nos joelhos ao sentar.
Balançar os cabelos,
se levantar,
o jeito de olhar,
o jeito de andar.
Mãos postas na cintura,
balançar os quadris,
levantar os braços;
ajeitar os cabelos,
revirar os olhos,
andar outra vez.
Andar e parar -
à toa e de repente.
Girar o corpo nos calcanhares,
quase saltar.
O jeito de olhar,
de ajeitar a roupa,
de voltar a andar;
olhar a vitrine,
enfim suspirar
e entrar na loja...

[Adhemar - Buenos Aires, 11/01/2011]

Galeria Pacífico - Recoleta, B.A. (foto: SM)






















Galeria Pacífico - Recoleta, B.A. (foto: SM)

















Galeria Pacífico - Recoleta, B.A. (foto: SM)










5 comentários:

C@urosa disse...

Olá meu caro Adhemar, um belo poema, jeito sutil de ler o corpo em movimento, parabéns poeta amigo.

"O verdadeiro amigo é aquele que esta sempre nos ajudando a entender nossos erros e não para resolver nossos problemas."

forte abraço

C@urosa

David J. Pereira disse...

Gosto deste blogue!

Podes adicionar o meu aos links sff?

http://davidjosepereira.blogspot.com/

Wanderley Elian Lima disse...

Cada um tem sei jeito todo próprio de ser. Mas observamos apenas os de quem amamos.
Grande abraço

Bia Franco disse...

Olá amigo(a)!

Tem um recadinho pra vc lá no DRAMA.
Por favor, não deixe de ler!

Grata.
Bia Franco

Adh2bs disse...

Importado do outro blog:

Comentário por josé cláudio - Cacá — quinta-feira, 12 de maio de 2011 (05:08:47)
Esta que será uma terceira onda arqueológia encontrará, na minha opinião o legado mais pobre que a humanidade terá deixado para o futuro, a despeito de todo e maior progresso material da história. Talvez seja mesmo por isso. O legado só material.
Acertou na mosca , meu grande poeta amigo! Abração. Paz e bem.

Comentário por Selma Barcellos — segunda-feira, 16 de maio de 2011 (14:23:51)
Verdades incontestáveis. As suas, poeta, e as do Cacá. Fiquei, como dizem os meninos, bolada.
Beijocas.