Um mágico perverso,
um truque besta:
estalar os dedos,
balançar a capa
e sumir do mapa.
balançar a capa
e sumir do mapa.
No chão, a cartola vazia.
Jogada, vadia,
sob a qual não há mais nada;
nem mesmo uma bravata,
sequer o nó da gravata...
Jogada, vadia,
sob a qual não há mais nada;
nem mesmo uma bravata,
sequer o nó da gravata...
Coelhos e pombos em fuga,
lenços de cor pelo chão.
A bengala abandonada,
a cartola amassada,
o número sem conclusão.
lenços de cor pelo chão.
A bengala abandonada,
a cartola amassada,
o número sem conclusão.
Até que o público vá embora,
exausto, intrigado, inibido.
Lá dentro, muito cansado,
num canto qualquer do circo,
suspira o mágico escondido.
exausto, intrigado, inibido.
Lá dentro, muito cansado,
num canto qualquer do circo,
suspira o mágico escondido.
[Adhemar - São Paulo, 06/10/2010]