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domingo, 16 de outubro de 2011

GUARDA-CHUVA

Aonde o amor se desdobra,
onde se esconde?
Aonde o amor se importa
e suspira e abre a porta?

Aonde o amor se desespera
e se joga de qual ponte?
Aonde encontra amparo
ou consolo ou fonte...?

Aonde o amor é diferente,
aonde encontra o horizonte?
Aonde chega de repente
e se inspira e finge forte?

Aonde o amor se fantasia...?
Aonde ele rasga a roupa
e manifesta rebeldia?
Aonde o amor desfalece...?

Quando o amor merece
uma aposta ou confiança?
Aonde ele comparece
feito um fantasma da lembrança?

Aonde se prevalece
de ainda ser criança?
E quando o amor perece,
quem chora sua esperança?

Aonde o amor se abriga
das guerras e dos conflitos?
E quanto o amor intriga
os seus discípulos aflitos?

Aonde o amor se esconde
quando chove...?

[Adhemar - São Paulo, 21/02/2011]

Um comentário:

tiaselma.com disse...

Ele está sempre na base de todas as nossas inquietações, poeta. Gosto desse labirinto...

Beijocas!