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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Natureza e independência

Até que a morte os separe,
ou os una.
Até que a vida enfim ensine,
ou ilumine,
saia de baixo,
caia por cima.

Quem souber responder
levante o braço,
adiante-se um passo.
Saúde!
Vamos a um brinde, um cumprimento,
um abraço.

Que o dono da bola
jogue em nosso time;
uma fé por acender
uma chama sublime,
um calor no espaço.

Até o amanhecer,
os olhos cheios de cansaço;
da espera,
de uma estrela a tremer.

Até que a vida, enfim,
agonizante,
a morrer no calor de um mormaço
possa plenamente convencer
que não passa de um fio,
tênue e calado.
E que viver seja segui-lo,
ou gritá-lo.

[Adhemar - São Paulo, 24/12/2009]

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