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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

QUASE 2

Eu tento responder tantas perguntas
que chegam juntas, exigentes.
Tento dar conta de presentes,
coisas legítimas, fajutas...

Eu tento erigir os meus castelos,
muito belos, com mais que nuvens...
Tento dar conta de outros bens,
tão complicados e singelos...

Eu tento ver além das paisagens,
qual miragens num deserto sem fim.
Tento abraçar transmitindo parabéns,
ou coisa assim...

Eu tento erguer a voz a longo alcance,
não que me canse, mas grito “à vista!”.
Mas tento me fazer ouvir, ouvinte,
tão atrevido e tão artista.

Eu tento entregar uma complexa mensagem
em viagem comprida, é necessário.
Tento educadamente um “passe bem”
sendo um malcriado arbitrário.

Eu tento compreender e ir vivendo
mesmo sabendo que um dia vou morrer...

[Adhemar - São Paulo, 28/02/2011]

Quase quase

A poesia “Quase”, parodiando o “soneto da fidelidade”, de Vinícius, foi postada em 12/04/2008, como brincadeira, em Arq&Poe: Lit1 (blog original); qualquer hora o reapresento por aqui. Em assim sendo, este fica “Quase 2”.

Adhemar, 31/10/2011.

Um comentário:

tiaselma.com disse...

ADH, meu poeta de todo dia, sua sensibilidade me encanta... Passo por aqui, devagarinho, e nunca me arrependo.

Beijocas!