domingo, 4 de dezembro de 2011

GUERRAS

Já nadei contra a corrente; já remei contra a maré. Mas isso foi no tempo em que era bacana, era "cult", e não como agora quando isso significa só desbunde.

Também já lutei no "front" de outros, alinhado com aqueles que gritavam mais. Se não cheguei a empunhar as armas, meio que cozinhava para os batalhões. Mas me recusei a hastear a bandeira virada.

Subi nos palcos. Gritei das arquibancadas. Teci grossas críticas sem entender do assunto. Bolei inúmeras teorias só pra justificar o que eu acho. Se subi em alguns muros, não joguei pedras nos gatos. E logo em seguida eu desci.

Já escrevi contando letras - e sílabas - atrás de um alexandrino perfeito. Mas - feito um Drummond - desisti. Me recusei a mudar de assunto antes de levar uma surra. E mesmo estropiado ainda insisti. O tempo se encarregou de me provar que estava errado.

Algures, tenho mais dúvidas do que consigo estudar. Tenho mais rugas, um óculos novo, mas um certo receio do que vou enxergar. Me propus outros desafios que farão me multiplicar. O conforto de não ceder aos caprichos dos outros e grandes intransigências pra me sustentar...

[Adhemar - São Paulo, 20/08/2011]

Batalhas

Amigos. Comecei a trabalhar em um novo emprego. E fazendo projetos numa área onde ainda não havia atuado, é desafiador e bacana (no momento do escrito acima, o desafio era outro, em outro lugar). O tempo para o blog ficou escasso, vou precisar de um período para me ajustar a nova rotina. Grande abraço,

Adhemar, 05/12/2011

Um comentário:

tiaselma.com disse...

Poeta, todo o sucesso do mundo para você. Esperei muito por essa notícia, quietinha, quietinha. Eu sabia que quando tudo se resolvesse, nós, leitores e amigos, saberíamos.Chegou.

O post em uma só palavra? Vivi. Lindo.

Beijocas!