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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

SAUDAÇÕES

Passa o vento, passa a tempestade.
Passa o sonho, morre a ilusão.
Morre o olhar, distante e tristonho,
volta a esperança, saudade e coração.

Afoga a lágrima, cidade dolorida.
Forma colorida, efêmero balão.
Bolha de sabão, disforme, esvoaçante,
estoura adiante de vida e confusão.

Estrela radiante de brilho e alegoria.
Efêmera alegria, cinza de paixão.
Distante a mocidade, ciência já perdida,
confusa e dolorida, um facho de razão.

Passa o esculacho, a deixa insensata,
nata da loucura, velha maldição.
Ação da criatura, orgulho e vaidade,
especialidade, desgraça e perdição.

Perdido para o inferno, perdido na amargura,
riacho cristalino, turva situação.
Funda sepultura, devaneio interno,
onda de maré, sábia solução.

Permanecer ereto, sorrindo forte e em pé.
Manter a própria fé, sair renovação.
Saltar, lutar, seguir até onde bem vindo,
portal do paraíso, aqui neste mundão...

[Adhemar - São Paulo, 01/09/2011]

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