domingo, 26 de fevereiro de 2012

ALARME

Tocou o sinal e o coração não desperta.
Tocou a sirena e o amor ignorou.
E cada badalada da hora certa
ao coração distraído nem tocou...

Piscaram luzes vermelhas,
avisos escandalosos em neon.
Espocaram fogos com centelhas
e o coração distraído não se achou...

Vieram os telegramas, os alertas,
os gritos, os avisos sub-reptícios.
Vieram portas fechadas, e as abertas,
e o coração distraído foi direto ao precipício...

Então, veio a queda previsível
que, de tanto ser anunciada,
mais parecia invisível
a esse coração em queda livre...

E rolando no despenhadeiro
e se arrebentando todo, ele pensou:
"mas o que é isso, companheiro,
por que é que ninguém me avisou...???!!!"

[Adhemar - São Paulo, 26/08/2009]

ALERTA VERMELHO

Estava louco pra mudar a cor do blog, preferencialmente pra vermelho. Até que fui olhar nas configurações e este estava disponível lá. Então, tome vermelho, vamos ver o quanto dura. O próximo passo será mudar a foto...

Adh, 26/02/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

VITOR-12

Aqui estamos diante da lenda real,
do sorriso elegante,
da implicância cordial;
do companheiro pra adiante,
do idolatrado especial.

Um príncipe feito um rei,
um rei feito general.
Das coisas todas que eu sei
transmiti o essencial;
o resto penso que ensinei...

O ontem o fortalece;
no hoje ele cresce
e amanhã ele aparece.

Ao Vítor - a quem todos querem bem -
vai daqui um graaaande abraço.
Pelo aniversário, parabéns!
Pela pessoa que você é, outro abraço!
Meu grande amigo, companheiraço...

Feliz aniversário e juízo, hein!!!

P/ VS (em 25/02/2012)
[Adhemar - São Paulo, 24/02/2012]

VS (foto: SM)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Meus ais…

Estava num futebol,
canela contra canela.
Pulava como u’a mola
pois estava jogando no gol.
De repente pensava nela
e passava a primeira bola.

Os companheiros me olhando:
“- Da próxima vez, cancela!”
Respondo: “- Não me amola!”
E eles me censurando.
De repente pensava nela
e passava a segunda bola.

O jogo vai prosseguindo,
nervoso como procela.
O gol parecendo gaiola
e o azar me perseguindo.
De repente pensava nela
e passava a terceira bola!

“-Assim não dá, minha gente…
Só dá frango na panela!!!
Não jogo mais nessa escola,
nosso goleiro é ausente…”
De repente pensava nela
e passava a quarta bola.

* * *

Perdemos de 15 a zero…

[Adhemar - São Paulo, novembro/1981]

Futebol de salão com amigos

Naquele tempo (e por muitos anos seguidos) jogávamos quase todos os domingos pela manhã, amigos, primos e irmãos, conhecidos e um ou outro desconhecido que invariavelmente completava o time. O conjunto de quadras tinha vestiários e uma lanchonete bem ao lado, onde o futebol acabava entre muitas risadas, refrigerante e cerveja. Vez por outra, alguém (de qualquer das quadras) levava irmã, namorada ou conhecida e elas ficavam vendo os jogos lá das mesas. Nesse dia especificamente, havia uma pequena pra lá de bonita, morena, um pedaço de mau caminho… O poemeto acima só não é totalmente verídico porque não foi só o goleiro que ficou distraído…

Adhemar, 22/02/2009.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

IDIOMA

Ouvir sons musicais, melodiosos
num rádio de ondas tropicais
e dançar, meneios harmoniosos
desdobrados em movimentos mais.

Som de orquestra, integrado e tal
em múltiplas sinfonias tônicas
ou um samba de balanço musical
tocado por bandas filarmônicas.

Então, um trio elétrico, uma praia
e o som do mar ao vento brando
sem que a música do ouvido saia.

Linguagem universal. Sempre bonitas,
natureza e música, desde quando?
Desde sempre, integradas e unidas...

[Adhemar - São Paulo, 18/08/2005]

Linguagem

Atendendo ao amável convite de Alba Vieira para retornar ao "Duelos". Grato, grande abraço a todos!

(Publicado simultaneamente no "Duelos Literários" http://duelosliterarios.blogspot.com/ onde compareço esporadicamente com alguma colaboração.)

Adhemar, 21/02/2012.


sábado, 18 de fevereiro de 2012

PROCURA-SE

A planta morre.
E realimenta a semente
que a faz ressuscitar numa nova planta;
Amores morrem
e a melancolia de sua perda
abre o coração pra novos amores,
ou paixões.
E como diriam os poetas maiores,
morre o dia, deita o sol
para gestar na noite o novo dia
que nascerá no amanhã
enternecido pelas luzes da aurora…

Poeta!
Exagere se preciso for
porque nunca será exagero
os excessos em nome do amor…

Eu pensei que o que era verdade era verdade;
mas me atrapalhei.
Na verdade era feliz,
mas não quis,
mas não quis…

P/ Ylago (blog do Ylago)
[Adhemar - 16/02/2009]

Os poetas a procura de si mesmos!

Os dois primeiros trechos são comentários que fiz no blog do Ylago em outubro/2008. O terceiro é uma evocação (?) escrita em 02/04/2001 que tem a ver com um momento de reflexão: “escrever ou não escrever…?” Achei que tinha afinidade com o assunto. Aí está.

Adhemar, 16/02/2009.

Arquivado em: Poesia I Comentários (3)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Fruta do Deserto

Se ela esquecer de mim
vou me mandar;
a gente não se entende tanto assim.
Vou-me embora antes dela me largar.

Ela não fala mais comigo,
nem o que pergunto ela responde.
Talvez o exílio seja assim feito um castigo
ou a gente nem faça por onde...

Eu queria mesmo era cantar
fazendo reverências e tocando.
Me preparo todo dia, entro no ar,
e saio a mil, o piano carregando.

Mas ela empaca, empata o tempo, assim não dá.
Os meus braços indecisos surpreendem:
ora se cruzam esperando ela falar,
ora se cansam desse nada e pendem.

Vou redigir uma nota,
num tom bem particular:
Agradeço, me despeço, calço a bota
e sigo em frente procurando outro lugar...

[Adhemar - São Paulo, 06/12/2011]

sábado, 4 de fevereiro de 2012

HISTORIETA


A boca é muito grande, mais rápida do que o cérebro. Não se contém e deságua seu entusiasmo, suas fofocas, suas críticas ácidas e suas teses hipócritas. Sem censura, sem freio. Derrama o que lhe passa na mente - oh! Boca descontrolada! As palavras saem em jorros constantes. Descensuradas.

As palavras e seus diversos significados. Agrupadas, querendo contar um fato, querendo dizer um verso, querendo fazer sentido. Relatar um caso. Palavras... A revisá-las eu me obrigo. E são um tipo de prêmio ou castigo, estendidas numa espécie de cruz chamada papel.

[Adhemar - Montevideo, 07-08/01/2011]


Shop Punta Carretas, Montevideo, Uruguay (Foto: SM)














Shop Punta Carretas, Montevideo, Uruguay (Foto: SM)














Shop Punta Carretas, Montevideo, Uruguay(Foto: ML)














Shop Punta Carretas, Montevideo, Uruguay (Foto: ML)