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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Destino

(Pubicado no blog original em 09/04/2008)
"É tudo fingimento. O velho clichê da vida passada num cenário onde se filma uma história cujo tema é representar uma peça; o tema da peça? A representação de uma peça!"
"Olhe-se num espelho com outro atrás de si. A vista se perderá numa perspectiva infinita, sua mesma cara se repetindo na profundeza dessa parede. Como um poço, onde seu olhar vaga fascinado e… aprisionado!"
"Olhando no ponto de fuga desses infinitos espelhos é que faz sentido a idéia do universo paralelo, cuja porta deve estar no vértice de todos os caleidoscópios. É possível, talvez provável, que muitos já tenham alcançado e ultrapassado o limiar desse umbral. Gênios, simplórios ou malucos seriam os mais indicados. Os sonhadores? Esses correm por fora. Os poetas? Esses, só podem ser enquadrados em alguma das categorias anteriores."
"E o diretor, batendo claquete: - Ação!"
[Adhemar - S.Paulo, 31/07/2004]
Arquivado em: Prosa I Comentários (0)

Um comentário:

Jéssy disse...

Gostei muito! a referencia ao caleidoscópio, me lembrou minha infância e como eu me perdia por horas com o meu. Gostei de tê-lo ligado a infinita prisão em que ficamos ao olhar unicamente um ponto de nossas vidas, por uma ótica que só vem a propagar o mesmo. Beijos