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sábado, 14 de abril de 2012

"IMPROVAZIO"

Contemplo meu próprio sangue
escorrido sei lá de que veias;
sei lá derramado por quê,
sei lá...

Encaro meu próprio passado
embaçado na turva memória
no meio de tanto vermelho,
em curva...

São tantos castelos de cartas,
planos derrubados num sopro;
navios afundados no porto,
sonhos afogados...

Fechados os olhos, um sono,
tormentas inúteis, vazias.
Falsos dilemas pros outros,
falsos problemas...

Ausência de resultados,
de ações práticas, de eficiência;
mas sem arrependimentos:
só malditas reticências...

[Adhemar - São Paulo, 22/09/2010]

Um comentário:

tiaselma.com disse...

Poeta, a beleza está nas reticências...

Beijocas!