domingo, 10 de junho de 2012

DESGLÓRIA

Uma luz se acende na memória
iluminando ideias e ideais.
Uma sombra se projeta na esperança
de reencontros com quem não volta mais.

Na ausência um torpor invade frio
uma causa em instância já perdida
mesmo que a defesa, com ardor e muito brio,
tenha sido veementemente enternecida.

Estacionada lá no peito uma dor funda
que o poeta não iluda nem confunda
nem agrave na tristeza a sua dor...

Essa memória que é tão doce e dolorosa
que o o coloca em pânico, ou polvorosa,
é sua própria história de amor.

[Adhemar -  São Paulo, 30/07/2009]

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