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segunda-feira, 23 de julho de 2012

MODÉSTIA

Heróis celebrados no encontro.
Conversa.
Passeios anacrônicos,
lógica reversa.
Convenção de vilões.
Eleito o perseguido da hora
numa singela homenagem dos ladrões.

Escura e complexa lógica,
sem revelações.
Paixão pelo mau gosto,
pelo drama,
por ignorar lições.

Novo capítulo se acresce a essa trama.
O rei desperto
na casa da rainha
faz o cavalo pular da torre
e o bispo cair da cama.
Ah! e os seus peões...!

Aberta e modesta
a quadrilha angustiada
com a própria missão:
chamar o herói pra festa,
traje fino, eficiente,
sem a capa e sem a máscara.
Olhos nos olhos então.

A casa, a sala, o mar;
todo o espaço é bem adequado.
No entorno, arquibancada;
no centro, um tablado.
Um luxo cultural
pra se cumprir o ritual.

Até que chega a polícia
e acaba com o golpe.
O herói inocente se salva,
a ala má da história se zanga,
fica brava.
E como em toda história que se preze
o herói acha a mocinha e se casa.

[Adhemar - São Paulo, 12/02/2012]

Heroísmos

É a segunda vez que um herói se casa no fim de um escrito meu, o primeiro se casava com a Utopia...
Por falar em heroísmos e utopias, os tempos andaram difíceis e ainda estão meio complicados. Começou que meu laptop ficou com a placa de rede zoada, não conectava na internet nem à cabo! Isso faz uns meses já; fiquei na base do chapéu na mão pra poder usar equipamento emprestado aqui em casa. E por que não dei um jeito nisso? Porque nosso foco de concentração mudou pra nossa admirada heroína que revelou mais uma face: a coragem enorme. Mamãe se pegou com um tumor malvado, precisou operá-lo e vai fazer um tratamento definitivo para "cancerlamento" dele, Estivemos acompanhando-a, inclusive no dia da cirurgia, não sobrou tempo pra mais nada. 
Nesse meio tempo, outro herói completou 50 anos (em maio); comecei um texto rebuscado e cheio de grandiloquência que não se completa... Estava no meio do enigma quando ele nos convidou para vê-lo com sua banda, Rock Tracks, tocar num barzinho perto da minha casa. E reencontrei o primo Luiz numa forma sensacional, de espírito jovem, muita energia na batera (sim, além de publicitário ele é baterista). Nessa noite, após chegar em casa, saiu outro texto que qualquer hora destas faço aparecer por aqui.
Finalmente, hoje criei vergonha na cara e, mediante sessenta e cinco paus, comprei um "bagulho nervoso" (não, não é um cigarrinho malandro) que tem acesso USB e capta a rede sem fio; finalmente estou na posse de meu espaço virtual outra vez!
Ah, sim, hoje também é aniversário do meu filho mais velho, Adhemar Juan, fez 22 anos. Fomos jantar fora em família, ele com sua generosidade ambulante, sua calma paciente e sua grandeza latente...

Peço desculpas aos amigos deste espaço, prometo que vou pondo a leitura em dia e palpitando no espaço de vocês com a sem-cerimônia de sempre.

Abraços,

Adhemar - 23/07/2012

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