domingo, 11 de novembro de 2012

PASSAGEM


"Os dias vão passando assim, com esses ‘ésses’; desfilam céleres, o sol nasce e se põe ensinando-nos a finitude cíclica das coisas, do inconsistente e do indócil."
"Vagam as nuvens confusas, chover onde? Tapam o sol como peneiras por onde os grãos do tempo se escolhem, se graduam. Vagam as palavras, comunicação cada vez mais difícil entre os seres, que até Deus pode estar achando de revisar a sua obra."
"Cacos do pensamento espatifado se espalham, esse é o novo rumo, a nova era… Na idade das razões desconhecidas, do esquecimento voluntário, das obrigações de autor inédito, todos os dias a reciclar seu lixo, suas entranhas e orações…"
"Sempre um faz por onde, um como, um quando! Sempre uma atitude, uma bandeira, um faz-de-conta; sempre uma tontura, um labirinto, um escabelo; sempre um trem lotado, descarrilhando…"
"E o tempo lava, seca e vai passando!"
[Adhemar - S. Paulo, 16/10/2003]
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