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domingo, 27 de janeiro de 2013

AZUL

Azul de um pálido parado,
indeciso e delicado.
Azul altivo e nivelado,
espectador mascarado.
Mascarado em sua dor intensa
como quem chorou e ora pensa.
Azul como a prateleira escura da despensa;
azul de um jogue, arrisque e vença.
Azul braços cruzados na espera.
Azul na ante-sala e na esfera.
Azul de olhos fechados na entrega.
Azul lábios cerrados, nunca chega.
Madrugada azul, braços abertos.
Olhos claros, azuis, espertos;
nos epelhos-labirintos, longes-pertos.
Azul cambaleante, passos incertos.
Azul de claridade tão sincera,
de concentração preta, cinzenta.
Azul que não se inventa em verde plano,
azul quebrado ao meio, faixa amarela.
Azul estudioso, compenetrado.
Azul castanho escuro, avermelhado.
Azul orgulho, azul simplificado.
Azul dois menos um e o resultado.
E o resultado é azul, simples assim,
como o estudante desbotado, enfim,
como o tudo e como o nada, o não e o sim,
como o verso azul que chega ao fim.
[Adhemar - São Paulo, 03/12/2003]

3 comentários:

Adh2bs disse...

COMENTÁRIO EFETUADO NA POSTAGEM ORIGINAL:
Comentário por Marc Souz — quarta-feira, 27 de agosto de 2008 (09:58:32)
Muito bom seu texto, aliás gostei muito do seu blog, se tiver um tempo, visite o meu marcsouz.blog.terra.com.br, Abraços e Parabéns.

Wanderley Elian Lima disse...

Azul é minha cor preferida, tenho até que me policiar para não comprar tudo azul.
Grande abraça

Jéssy disse...

Incrível como seus textos me fazem pensar e aguçam meus sentidos.
tudo de bom, abraços.