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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Perna-de-pau

Agora, aqui - sozinho penso. Olhos fechados, velho hábito. Às vezes penso por escrito, posso ver depois. Fico aturdido; tantos pensamentos e fatos concretos, acontecimentos...
Ora acho-me preso e inconformado pois não sinto nada e tenho tanto trabalho...

--- x ---

A nau vai à deriva,
o pirata vai castigado.
A bandeira, a meio-pau.
Rumo ao poente.

Debruçado na amurada
olho o mar
na esperança de que o poente tenha um reflexo
um reflexo conhecido.
Mas tudo e um castigo.

O pirata preso e só
em sua própria nau,
do seu espaço natural
já foi banido.

E o navio se arrasta
procurando a rota
de um lugar que existe,
de onde se ouvem coisas...
Talvez até uma sentença
de liberdade...
Ou a voz de uma princesa...

Ah! Se a fantasia antiga se tornar verdade
abandono os mares
em prol de uma colina, 
uma casa bem pequena e protegida.
Troco a espada pela pena
e outra luta amena
no papel travada.

Ah! Poeta-pirata,
tua mensagem é viva...

P/BSF
[Adhemar - São Paulo, 09/09/1987]

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