domingo, 17 de março de 2013

SEREIA

Deitar-me na areia e contemplar o céu
infinitamente azul, sem vento,
ouvir apenas o barulho do mar...
Ver um pássaro passar
e nada mais a perturbar 
essa imensa paz.

Deitar-me na areia e não pensar;
a ausência total de pensamentos
absorvendo a imensa paz do céu azul.
Perceber, pouco a pouco,
o contato da areia com o corpo;
sem mover.
Perceber uma brisa tão suave
apenas pelo som das folhas nas árvores.

Lentamente,
em meio a tantas sensações puras e únicas,
adormecer num doce sono,
sem sonhar.
Após um tempo incontável,
ver o teu semblante aparecer.
Primeiro, em meio à bruma dos olhos fechados;
depois, pouco a pouco, entreolhando o céu.
Ver teu semblante nos raios do sol,
na barra do mar.
Levantar, então, no rumo do mar.
Ir até a água e mergulhar,
pra desarear 
e pra te encontrar...

[P/ BSF]
[Adhemar - São Paulo, 14/09/1987]


3 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

É tudo que eu queria, e preciso agora.
abraço

Sueli Gallacci - artista plástica disse...

Ah, quem me dera deitar-me na areia e contemplar o céu
infinitamente azul, sem vento,
ouvir apenas o barulho do mar...
Ver um pássaro passar
e nada mais a perturbar
essa imensa paz...

Depois, eu me levantaria, montaria meu cavalete e tentaria captar em cores a beleza desse poema!!

Lindo Adhemar!!

Grande abraço.

Gaby disse...

Oi Adhemar quanto tempo...
então voltei as vezes passava por aqui para ver seu blog mais não comentava vc continua um poeta felicidades pra vc e sua familia.
gabysp.wordpress.com

Abraços.