Pesquisar este blog

domingo, 26 de maio de 2013

RÉDEAS

As pontas soltas dos fios,
dos fios meio amarrados.
As pontas dos desafios,
meios e fins... justificados?

As vidas soltas dos filhos
prematuramente emancipados.
Mas firmes, fortes, altivos;
por que os teríamos toldados?

Ar solto dos lábios
num vibrante assobio.
O som rascante dos silvos;
por que deveríamos escutá-los?

O tempo solto de um fino fio partido.
Os filhos, os desafios, os silvos;
firmes, fortes, altivos...
E cada um de nós? Todo ouvidos...

[Adhemar - São Paulo, 23/05/2011]
Museu D'Orsay, Paris, 2011 (foto: Adh2bs) 

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Poema cheio de ritmo e jogo de palavras. Gosto disso.
Abraço

C@urosa disse...

Grande mestre, poeta e amigo Adhemar, um grande prazer voltar para ler seu belo e reflexivos poema, sensibilidade pura, como sempre. Agradeço sua nobre visita e gentil comentário.

Um forte abraço

C@urosa