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terça-feira, 18 de junho de 2013

VELÓRIO

Quase ninguém se preocupa com isso;
ter maior ou mais compromisso,
maior empenho e comprometimento,
frisar um vínculo por merecimento...

Até que um dia, sem mais nem aviso,

Vem a cova rasa, a lágrima sem riso.
Despreocupado do próprio futuro, olhos fixos,
a gente se perdendo em meio aos falsos elogios...

Seremos uma ilha por todos os lados cercada

de atributos dos quais não tivemos nada;
uma ilha - e não porto seguro -
nem exemplo nem convite para novos desafios...

Nesse momento até a vela ao nosso lado se acaba,

as flores exalam seu cheiro nauseante na fumaça.
A gente desce, a impaciência sobe
e o povo vai embora dissipando a glória efêmera que nos cobre...

[Adhemar - São Paulo, 11/05/2011]

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