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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

QUEM

"Ultimamente tenho sido convidado pelos fatos a mudar de atitude: a ser mais agressivo, intolerante e prepotente. Resultado: tenho agido de modo ultravigilante pra não fazer nada disso. E por quê?"
"Porque aí não seria mais eu. Esse eu tão comodamente estabelecido sobre princípios éticos e morais e que ainda se escandaliza mesmo com as menores torpezas. Porque essa sólida formação baseada em verdade, honestidade e distinção, herdada principalmente dos pais e dos avós, não se dissolve por meia dúzia de desaforos que nos são lançados ao rosto por gente… como direi? Não qualificada nesses quesitos. Porque, corolário dessa coleção de probidade, sinceridade e lealdade (que seria o dístico da minha bandeira), devo respeito a memória daqueles que me criaram; e devo respeito aos meus descendentes."
"E aqui permaneço - escondido, agarrado, aprumado e altivo - atrás ou sobre essa fortaleza imaterial mas muito eficiente construída por tanta gente importante e à qual me apeguei justamente por ser natural; vi nascer, crescer e se transformar em mim como frondosa árvore de profundas e fortes raízes, de belo tronco, extensos galhos e - quem sabe? - de belos frutos!"
[Adhemar - p/ AJ, ML e VS - S. Paulo, 29/04/2006]
Quem…
A gente passa por fases de profunda revolta contra o mundo e acaba achando que está todo mundo contra. Aí, se lembra que tem contas a prestar (porque a vida é assim mesmo) aos nossos ancestrais e aos nossos filhos. Ainda bem! É o refresco do xilique…
Adhemar, 25/04/2008.

EQUILÍBRIO

O frio inibe,
   o calor esmorece,
     o excesso atrapalha,
       a falta esquece.
O grande não cabe,
   o pequeno some;
     pouco é migalha,
       muito é desordem.
Vencer é maçante,
   perder é chato.
     Gostar é vibrante,
       detestar é um saco!
A vida é bela,
   a morte é certa,
     certezas confundem,
       dúvidas salvam.
Esquecer é descansar,
   lembrar é sofrer.
     O alienado se arrasta
       mas pensar… é viver!
[Adhemar - Sto André, 01/11/2004]

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ROMA

Emocionante. Essa é a palavra para descrever o ambiente desta cidade que é o centro do mundo. A história viva preservada o máximo possível convivendo com a cidade cosmopolita e bela!

Eu já havia me apaixonado por Madri, Barcelona, Milão e Paris e me encantado com Veneza; como é que poderia ficar indiferente a Roma?!

Tomamos um ônibus no aeroporto que nos trouxe a Termini - uma estação de trens integrada a duas linhas de metrô. No trajeto, além das edificações industriais, comerciais e residenciais magníficas que pudemos ver ao longo da rodovia que liga o "Leonardo da Vinci" à "Cidade Eterna", nos deparamos com várias edificações e sítios históricos a começar pelo "Circo Máximo", o "Palatino", a igreja de "San Giovanni e San Paolo", o "Arco di Constantino", o "Coliseu" - que o ônibus contornou mais da metade para nosso encanto e de outros turistas. Depois passou por uma edificação - provavelmente outra igreja - "San Pietro in Vincoli", pela igreja de "Santa Maria Maggiore"; avistamos o "Teatro dell'Ópera" e a "Piazza della República" com seus prédios em curva. Finalmente chegamos a "Termini", uma formidável edificação que, além das estações de trem e metrô, agrega várias lojas comerciais, locadoras de auto e pontos de informações ao turista.

Caminhamos lá dentro e, para nossa sorte, nosso hotel fica na "Via del Corso", próximo a "Piazza di Spagna" que foi onde descemos do metrô para chegar lá.

Deixamos as malas e fomos para a "Piazza del Popolo" aonde, além do obelisco egípcio plantado bem no centro, pudemos visitar o "Museo Leonardo da Vinci"; nele estão expostas várias invenções do artista e algumas réplicas de suas obras. Visitamos a igreja de "Santa Maria del Popolo"; aliás, a "Piazza" tem mais duas igrejas maiores! Uma está fechada, em reforma; a outra - muito bonita como as outras - estava tendo uma missa.

Depois, caminhamos pela "Via de Ripetta" até uma igreja que só vimos por fora: o Mausoléu de Augusto. Passamos pelo "Ara Pacis", um museu para mostras itinerantes de assuntos diversos. É um prédio grande, moderno, às margens do "Fiume Tevere" que nada mais é do que o Rio Tibre.

Entramos em mais três ou quatro igrejas que não chegamos a gravar o nome e passamos por inúmeras outras.

Fascinante. Em resumo, essa é a primeira impressão que guardo de Roma.

[Adhemar - Roma, 06/04/2013]

Uma perspectiva de Roma (foto: SM)

Coliseu (foto: SM)

Museu Ara Pacis (foto: Adh2bs)

Palatino: Fórum (foto: Adh2bs)

Palatino (foto: Adh2bs)

Piazza Colonna (foto: SM)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

ATRIBULAÇÕES

Olá...

Para mim sempre foi importante datar e localizar o que estou escrevendo; e nessa onda de andar muitas horas de avião, escrever se torna um passatempo, uma distração para essa realidade absurda que o engenho do homem arranjou!

Neste exato momento, estamos a 11.887 metros, no limite da estratosfera (quase 12.000 metros de altitude), sobrevoando o deserto do Saara. O mapa mostra Roma mais pra cima, acho que os pilotos vão ter que baixar a caranguejola daqui a pouco; e eu vou apagar a luz agora, antes que me joguem no deserto pela janela do avião. Ah! Ela não abre??? Mesmo assim, boa noite!!!

[Adhemar - sobrevoando o deserto do Saara, 06/04/2013]

"Atribulhações"

Na hora em que foi escrito, devia ser noite ou madrugada no BR; na Itália, seria bom dia. O sol estava brilhando, pude ver pela janela, mas o povo estava dormindo - e ou querendo dormir. Ninguém reclamou nem pediu mas quase fui aplaudido quando apaguei a luzinha...

Adh - São Paulo, 27/08/2013

Fachada (foto: SM)

 Igreja (foto: Adh2bs)
Arco de constantino (foto: SM)

Basílica de Constantino (foto: Adh2bs)

domingo, 25 de agosto de 2013

Tio ANTONIO FIALHO

Tonho, velho companheiro de empreitadas para ajudar o sogrão - meu vô Luiz - que ele idolatrava; ou D Sogra, como carinhosamente chamava a vó Júlia. Integrado a família quando se casou com tia Nancy, meados dos anos 70, com os filhos que imediata e naturalmente adotamos como primos, virou um ídolo pela história exemplar de menino do interior de Minas, que se fez homem sozinho, sempre trabalhando honesta e honradamente, que uma viuvez precoce trouxe o ônus de cuidar dos filhos sozinho; o lado bom da história, para nossa família, foi tê-los conosco...
Amigo de todas as horas... Você queria a luz do sol? Perguntasse a ele então pelos seus filhos ou netos! A luz era imediata, o calor das palavras amorosas no seu jeito autêntico e simples de falar, o imenso orgulho transparecendo no brilho dos olhos. Nunca escondeu que nutria um grande carinho pela sobrinhada farta, estendido depois aos nossos filhos, seus sobrinhos-netos.
Conversa fácil entremeada por uma cervejinha, fomos vezes sem conta ao Morumbi quando enchia sua Kombi conosco pra irmos ver o nosso São Paulo. Tinha uma enorme amizade com os outros genros de nossos avós, formando uma espécie de confraria cúmplice e ruidosa.
E Deus achou que era hora de tê-lo consigo... Chamado, compareceu discreta e silenciosamente, sem sofrimento. Prático, se levantou cedo como todos os dias, arrumou-se, desceu as escadas de casa enquanto sua Nancy dormia; sentou-se no sofá da sala, abriu seu jornal e desligou a máquina que o mantinha aqui; e partiu, na viagem que certamente o levou para o lado direito do Pai, quem sabe junto aos compadres que já estão por lá.
Por aqui fica a imensa saudade... Dolorida, sim, mas confortando-nos com a certeza de que continua conosco nas impressões e lições que deixou em cada um de nós.

Valeu, Tonho!

P/ o tio Antonio Fialho [18/10/1931-24/08/2013]
[Adhemar - São Paulo, 25/08/2013]

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

VÍNCULO

Vim ao que me perturba,
ao mistério, à dor, à dúvida.
Mais do que altiva soberba,
a paga na mesma moeda.
Me estabeleci no vazio.
Corpo ôco, opaco, desocupado.
Mais que rápido, ágil,
como a certeira flecha de Cupido.
Sentei-me no parapeito do abismo
como se alado fosse; e voar, uma saída.
Mais do que o acaso, à esmo,
fosse o fracasso de uma história mal contada.
Defrontei-me com o espelho - face a face -
de encontro a um simpático estranho.
Mais do que desperto, de repente,
saindo suado de um esquisito sonho.
[Adhemar - S. Paulo, 06/05/2005]

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

APRESENTAÇÃO

Minhas inquietações, que estavam adormecidas,
voltaram a pulsar.
Um misto de cansaço e ansiedade enlouquecida
a despertar.

As letras vão miúdas,
os olhos vão ardendo.
As pernas agitadas sob tortura
e as nádegas doendo.

Minhas inquietações puxam o caderno guardado;
ele, estando aberto,
as letras vão deitando um espírito acalmado,
um otimismo desperto.

Ônus do trajeto.
Para cada glória, uma luta.
Para cada rima, um projeto.
Para cada ida, uma volta...

[Adhemar - Algum lugar sobre a África, 06/04/2013]

Uma esquina de Roma (foto: SM)

Castel Sant'Angelo (foto: SM)

Roma (foto: Adh2bs)

Roma (foto: Adh2bs)

domingo, 18 de agosto de 2013

SENEGAL

O espelho revela algo que assusta:
vão os olhos vermelhos
e o ficar abertos custa.

A roupa vai amarfanhada e manchada de café.
Quando estava sobre a água
era onde não dá pé...

Deus nos fez bichos terrestres
mas temos cá nossos caprichos
desde as pinturas rupestres.

Agora, sob uma luz que perturba quem dorme,
traço meus pontos em cruz
pra não ouvir a minha fome...

[Adhemar - sobrevoando o Senegal, 06/04/2013]

Andando pelo chão em Roma

Roma tem uma igreja em cada esquina; entre as duas esquinas, mais umas tantas pelo meio do quarteirão. Fotografamos várias, mas só nos ocorreu pegar o nome de algumas... E até descobrir que nenhuma delas se chamava "San Messe", mas que aquela era a tabela de horários das missas? Vade retro...

Adhemar, 18/08/2013.

San Lorenzo (foto: Adh2bs)

Sta. Maria dei Popolo (foto: Adh2bs)

Chiesa (foto: Adh2bs)

Chiesa (foto: Adh2bs)

Chiesa (foto:Adh2bs)





sábado, 17 de agosto de 2013

DESARMAMENTO

 "A respeito do plebiscito sobre o assunto, resolvi agir em causa própria, pensar e definir a favor dos meus ideais. Pode parecer egocêntrico, mas é prático. Vou votar no SIM, a favor da proibição do comércio de armas - logo eu, que sou contra que se proíba qualquer coisa! Mas é um falso dilema, como pude constatar pelo tempo em que fiquei pensando nos prós e contras. Não importa o que pode estar por trás da campanha - desde interesses eventualmente escusos ou o descrédito geral na diminuição da violência - eu sou contra a FABRICAÇÃO, O PORTE E O USO DE ARMAS,  desde armas de fogo até as armas brancas, qualquer tipo de arma. Acho os seres humanos suficientemente criativos para se agredirem com paus, pedras e as próprias mãos; e, mais do que isso, para descobrir motivos de sobra para não agredir ninguém."
          "Não comercializar as armas pode não ser o correto, o necessário e nem sequer o verdadeiro caminho para diminuir a violência. Mas já é um começo. Creio, firmemente, que o ideal de cada ser humano - particularmente o dos brasileiros - seja tão forte que pode transformar as coisas (desde que exercido conscientemente). Chega de ser tangido: apresentou-se uma questão, opinemos de acordo com a nossa vontade e visão de futuro. Se a sua for garantir um direito - ainda que meio besta - do cidadão ter uma arma, vote NÃO. Eu não estou isento de sofrer um assalto ou outra manifestação de violência qualquer. Mas nunca saberia me defender com uma arma. Rezo a Deus para que nunca passe por uma situação assim. Se tiver que passar, que minhas palavras sejam capazes de me defender; que o amor que eu possa irradiar afaste e impeça a ameaça. E se isso não bastar, que aqueles que me conhecem possam perdoar o agressor. Deixei de chamar esse pensamento de UTOPIA, pois nele tenho uma imensa FÉ. E, gradativamente, tenho deixado de agir contra a minha fé."
          "Gostaria que cada pessoa pudesse estender a sua própria fé - seja religiosa, futebolística, política ou científica - para todas as sua crenças cotidianas. Professar a sua honestidade mesmo em meio a tanta falsidade. Não transigir em princípios mesmo em meio à iniquidade. Nunca se envergonhar de sua sinceridade e nem se esconder, mesmo que o meio lhe seja hostil."
          "Àqueles que acharem ridículas ou românticas estas posturas, peço que descerrem suas defesas e compartilhem seus ideais vivendo de acordo com eles, e não guardando-os preciosamente para si. E que perdoem os seus inimigos, procurando as mais antigas razões da indesejável inimizade. E ninguém irá precisar de uma arma, nem como um símbolo das nossas piores tolices."
[Adhemar - S. Paulo, 11/10/2005]
Tiroteio
Escrito às vésperas do plebiscito e enviado por e-mail aos meus familiares e amigos, e a alguns jornais e revistas de grande circulação (ao que eu saiba, nenhum publicou). Havia uma intensa e cansativa discussão a respeito e o texto foi escrito principalmente para os que me espinafravam em razão de ser a favor do SIM.
Adhemar, 29/04/2008.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ATLÂNTICO

Em algum lugar sobre o Atlântico uma parte da minha ansiedade me abandona. Folha larga, letras miúdas, muitas coisas a dizer favorecidas por essas circunstâncias. Um veterano de guerra e suas memórias presentes.

O céu é plano, azul e vez por outra tem uns tons ensolarados nos reflexos das nuvens. Estamos num paralelo azul, o que não deixa de ser poético...!

Chegou a hora de despirmos tudo o que aprendemos: esperar o novo revelado pelo antigo; reverenciar a modernidade diante do belo "velho" que a moldou. Vamos chegar voando, vamos vivenciar andando: tal como Hermes, com asas nos nossos pés; tal como os romanos, que conquistaram o mundo caminhando incessante e obstinadamente.

Restam poucas linhas agora; a luz do dia entra de novo, um raio de sol ilustra  a folha repleta de incontidas e incontáveis emoções.

[Adhemar - Algum lugar sobre o Atlântico, 05/04/2013]

Piazza di Spagna (foto: Adh2bs)

Piazza di Spagna (foto: SM)

Ferrari (foto: Adh2bs)

Fontana di Trevi (foto: Adh2bs) 



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

CRÔNICA... UM

Aqui estamos nós, no terminal internacional, em frente ao portão 6. Pessoas indo e vindo, inclusive uma elegante senhora trajando preto; bonita, sorridente, portando duas garrafas de água. Solícito, desocupo a cadeira ao meu lado, quem sabe ela vem se sentar aqui. Ela veio! Dirigiu-me a palavra:
- Olha a sua água com gás e gelada como você gosta.
Me apaixonei incontinenti...!
Estamos a caminho de Roma. Coincidentemente, poucos dias após a eleição de um novo Papa. Simpático, coisa e tal, mas confesso que não estou muito católico. Ainda assim, por via das dúvidas, o Vaticano está em nosso roteiro. Depois, lá pelo dia 9, vamos a Milão, para a famosa feira anual de mobiliário e design (que já me levou até lá duas vezes antes). Para quem está no ramo da arquitetura é um prato cheio.
Se nenhum vulcão se enfezar desta vez, o retorno está marcado para dia 13; chegaremos de volta no dia 14.
Até lá!

[Adhemar - Guarulhos, 05/04/2013]

Anacrônica!

Aprontamos esta: estivemos efetivamente no Vaticano (a foto atual do blog foi tirada lá) dia 7, primeiro domingo de abril, pela manhã. Coisas que não sabíamos: no primeiro domingo de cada mês a Capela Sistina não abre; o novo Papa faria uma aparição ao meio dia, na sacada da Basílica, para saudar os fiéis; e, na hora em que o Papa aparece, ninguém entra ou sai da Basílica.
Não fomos lá para isso, certo? Mas estávamos em Roma, certo? No local, dia e hora em que homem ia dar um tchauzinho pro mundo, correto? Mas deu-se que na bendita hora estávamos dentro da Basílica... Sem poder sair, fomos a lojinha do Vaticano ver o Papa em cartões postais! Rimos demais dessa patuscada. E estamos rindo até agora: Stella precisou ir ao Rio, bem no dia 22 de julho; advinha quem estava chegando por lá...? Marcação...

Adhemar, 12/08/2013.

Basílica de São Pedro (foto: SM)

 Pórtico do altar (foto: SM)
Praça São Pedro (foto: Adh2bs)

Frente da Basílica (foto: Adh2bs)



domingo, 11 de agosto de 2013

LINHAS EMARANHADAS

Era uma vez a linha do horizonte
e uma silhueta bem delineada.
Traços delicados e erguida fronte,
era a silhueta da mulher amada.
Era uma vez a linha ocupada,
ansiedade pela comunicação aflita.
De repente, o toque da mulher amada
e a suavidade da sua voz bendita.
Era uma vez a linha e a compostura
do enamorado da amada criatura
cuja elegância ora foi pro espaço.
Era uma vez a linha e a postura,
lindo o seu sorriso, chegada da aventura;
Sejas tu bem vinda neste terno abraço.
VEM LOGO!
Às vezes a gente implica,
complica, faz birra, faz manha;
questiona e se multiplica,
bate e também apanha.
Às vezes a gente exagera;
é fera e fere e arranha.
Quando o outro quer calma, exaspera,
quando quer sossego, se assanha!
Aí, um pega e vai embora,
porque precisou, ora, ora!
Trabalho, negócios, Europa!
E a gente, de olhos despertos,
espera, de braços abertos,
a amada da gente de volta!!!
[Para S.M.  - Adhemar - S. Paulo, 22/04/2008]
UFA, ATÉ QUE ENFIM!
Após onze dias ausente, a trabalho, a arquiteta aqui de casa chegou hoje. Aproveitou parte da  viagem para passear um pouco, já que estava lá mesmo, mas pra nossa alegria, está de volta. Bem vinda!
Adhemar, 24/04/2008.

sábado, 10 de agosto de 2013

TEIMOSIA

De noite encontrei a saudade
novamente morando em mim.
Pediu abrigo humildemente
e se instalou como quis.

Abriu as janelas do peito
e pôs-se a cantar feito louca;
crescendo nos dissabores
até que ficou rouca.

O vento que vinha do mar
levou os gritos da saudade;
saudade que eu quis afogar
mas que voltou pra ficar...

P/ BSF
[Adhemar - Aracaju, 29/01/1988]

domingo, 4 de agosto de 2013

ANTES DA ÚLTIMA HORA

Unido o pensamento na distância,
emaranhados os cabelos de pensar.
Sofre o coração amargurado
a ausência de quem nunca vai voltar.
Caminhando rumo a uma despedida,
poucas coisas podem-se ouvir ou nem falar.
Sempre triste e no peito a mesma ânsia
que precede o mau momento da partida.
Olhar o céu parece a única alternativa
de quem já teve tudo que há de bom.
Viver sempre, mesmo aqui ou noutra vida,
no solitário caminhar de cada um.
E, solitário, descobrir a própria força.
Forçadamente se esforçar, amanhecer.
Em cada passo, a saudade adoecida;
em cada verso de saudade, adormecer.
P/ M.G.[Adhemar - S. Paulo, 14/05/1987]
Crepúsculo
Poesia espontânea, dolorido momento. Em 09/07/2008 coloquei um texto denominado "amor perfeito"; M.G. é a protagonista inicial, em torno de quem dediquei mais de seis anos. Apesar de finito, foi importante, espero que tenha encontrado um lindo caminho como Deus me permitiu encontrar.
Adhemar, 07/08/08.