Em algum lugar sobre o Atlântico uma parte da minha ansiedade me abandona. Folha larga, letras miúdas, muitas coisas a dizer favorecidas por essas circunstâncias. Um veterano de guerra e suas memórias presentes.
O céu é plano, azul e vez por outra tem uns tons ensolarados nos reflexos das nuvens. Estamos num paralelo azul, o que não deixa de ser poético...!
Chegou a hora de despirmos tudo o que aprendemos: esperar o novo revelado pelo antigo; reverenciar a modernidade diante do belo "velho" que a moldou. Vamos chegar voando, vamos vivenciar andando: tal como Hermes, com asas nos nossos pés; tal como os romanos, que conquistaram o mundo caminhando incessante e obstinadamente.
Restam poucas linhas agora; a luz do dia entra de novo, um raio de sol ilustra a folha repleta de incontidas e incontáveis emoções.
[Adhemar - Algum lugar sobre o Atlântico, 05/04/2013]
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