domingo, 25 de agosto de 2013

Tio ANTONIO FIALHO

Tonho, velho companheiro de empreitadas para ajudar o sogrão - meu vô Luiz - que ele idolatrava; ou D Sogra, como carinhosamente chamava a vó Júlia. Integrado a família quando se casou com tia Nancy, meados dos anos 70, com os filhos que imediata e naturalmente adotamos como primos, virou um ídolo pela história exemplar de menino do interior de Minas, que se fez homem sozinho, sempre trabalhando honesta e honradamente, que uma viuvez precoce trouxe o ônus de cuidar dos filhos sozinho; o lado bom da história, para nossa família, foi tê-los conosco...
Amigo de todas as horas... Você queria a luz do sol? Perguntasse a ele então pelos seus filhos ou netos! A luz era imediata, o calor das palavras amorosas no seu jeito autêntico e simples de falar, o imenso orgulho transparecendo no brilho dos olhos. Nunca escondeu que nutria um grande carinho pela sobrinhada farta, estendido depois aos nossos filhos, seus sobrinhos-netos.
Conversa fácil entremeada por uma cervejinha, fomos vezes sem conta ao Morumbi quando enchia sua Kombi conosco pra irmos ver o nosso São Paulo. Tinha uma enorme amizade com os outros genros de nossos avós, formando uma espécie de confraria cúmplice e ruidosa.
E Deus achou que era hora de tê-lo consigo... Chamado, compareceu discreta e silenciosamente, sem sofrimento. Prático, se levantou cedo como todos os dias, arrumou-se, desceu as escadas de casa enquanto sua Nancy dormia; sentou-se no sofá da sala, abriu seu jornal e desligou a máquina que o mantinha aqui; e partiu, na viagem que certamente o levou para o lado direito do Pai, quem sabe junto aos compadres que já estão por lá.
Por aqui fica a imensa saudade... Dolorida, sim, mas confortando-nos com a certeza de que continua conosco nas impressões e lições que deixou em cada um de nós.

Valeu, Tonho!

P/ o tio Antonio Fialho [18/10/1931-24/08/2013]
[Adhemar - São Paulo, 25/08/2013]

4 comentários:

Unknown disse...

Pois é, Tio Tonho ou Tonho nosso "mineiro comedor de queijo". Sempre brincava com as "baixinhas" (filhas da sogra dele). Sempre tinha longas conversas com o Dema, o Magrão, o Dé, o Xandinho, tantos apelidos respeitosos e ao mesmo tempo divertidos. Verdadeiras marcas registradas do Tonho. Tomara que do lado de lá tenha um "Mé" e uma "galinha frita" da altura ou grandeza do coração do Tonho. Saudades "Mineiro".

Alvaro L. B. Souza disse...

Tio Antônio não... Simplesmente “Tonho” ou “Tonhão” como preferiam alguns...
Mais que um “TIO”, se despediu de nós um amigo...
Quem sabe um dia voltaremos a nos encontrar na Glória... Por hora que Deus te acolha e te abençoe nessa nova jornada... Aqui na terra oramos por você e pelos seus...
Saudade.
Magrão...

ACBS disse...

Nosso Tonho, deixou muitas lições de vida com sua simplicidade, sua alegria nos contagiava, quantos churrascos, feijoadas, festas... acredito que foi muito bem recebido pelos amigos espirituais,com certeza vamos dar uma força para "Chica" como ele chamava carinhosamente a tia Nancy, vou me lembrar sempre na memória de todos os momentos que passamos juntos. Valeu querido Tonho.

Andrea Calil disse...

Eu fui abençoada em tê-lo como padrinho, meu segundo pai sem dúvida alguma. O amor que ele nos transmitia fará muito falta. Mas só uma pessoa muito especial como ele nos deixaria dessa forma, calma e tranquila. Sentirei falta de alguém me chamando de meio-quilo...