Há palavras que surgem espontâneas,
sem convite.
Aparecem e se impõem.
Crescem, se associam, enfrentam as turbulências.
Podem ser cruéis e violentas.
Pdem ser descrentes e pagãs.
Há palavras que se inventam,
ou se fabricam.
Podem não seguir um projeto,
resistem à violências
pois são fortes e invioláveis.
Podem ser absolutas e definitivas.
Podem ser românticas e criativas.
Há palavras que resultam de fusões,
se aliam, se completam.
Aparentemente não querem dizer nada,
só querem ser apresentadas pessoalmente.
Por um tempo parecem desinteressadas
mas são elas que comandam o movimento.
Podem ser perigosas e amenas.
Para todas elas é preciso estar atento.
[Adhemar - Sobrevoando a Argélia, 14/04/2013]
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