"Aos pedaços e lentamente,
eu me recomponho.
Me recupero dos tropeços,
de tantos recomeços,
mas volto aos mesmos traços,
aos embaraços do não saber."
"Não saber por onde,
não saber por quê.
Por quais caminhos percorrer novos retornos,
novos compassos.
Pra quem os braços estender?
Como entender os enigmas, os impasses?
A quais repertórios recorrer
pra fugir do frio da indiferença,
aguda como o aço?"
"Fragmentada e desinteligentemente
ver morrer os sonhos no fracasso.
Desorientadamente se perder,
passo por passo.
Ao desconhecido remeter
um desespero crasso.
E na desilusão se prometer
um alentamento levantando os braços;
e lutar insistentemente pra vencer
os entraves e os nós.
Nos desatados laços perceber
que há vida possível além da dor."
"Nervos de aço vão ferver
sem derreter na pedra o elo fraco.
E se levantar, sorrir, correr,
subir nos seus escombros
para ver além do horizonte;
sobre os próprios ombros
olhar pra trás e aprender…
Do lixo reciclado renascer,
partir feliz e realizado;
ser, estar, ficar, viver."
[Adhemar - S. Paulo, 03/05/2006]
Um comentário:
Da postagem original:
Comment by Marisa — Tuesday, 15 de April de 2008 (09:35:11)
- Engraçado é com eu tb me identifico com os seus… Muito bom mesmo viu…. “romper a casca”, esse é o desejo maior da alma! enxergar o mundo com olhares coloridos! ressaltando desejos.. espalhando-os no ar… obrigada pelos comentários e visitas frequentes… Eu já add seu blog nos meus favoritos… no psicodelia tambem… o nome é esse mesmo? que eu coloquei.. se estiver errado, por favor, me corrija. Obrigada 1 beijo!
Postar um comentário