Pesquisar este blog

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NEM SEMPRE

No  mistério-luz
iluminada imaginação,
vai dizer que não,
forma de cruz.

Feridas nas mãos
de um sangue em vão,
vermelho ou vermelhão,
irmandade irmãos.

Faltos de fé,
da fé que vem da verdade;
não da abundância ou necessidade
que sente mais ou até.

No mistério-escuridão,
noite apagada de dor
iluminada de amor,
forma de coração.

Fé que só vem depois
laranja alaranjada,
vermelha avermelhada,
tudo de dois.

Pássaro da paz,
branco da paz que só,
soa melhor,
soa mais.

No mistério-azul,
pernas que andam por aí;
noite apagada aqui,
forma de baú.

Saudade "desguardada",
mistério ferido
de um sangue perdido
e os pássaros em revoada...

[Adhemar - São Paulo, 20/11/2011]

Nenhum comentário: